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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Os quatro pilares da educação

EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E CULTURA.
OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO

"O homem não é um ser-substância de quem poderíamos descrever e coisificar as atitudes comportamentais. Não é um ser estático e acabado, cujo comportamento teria o privilégio de assemelhar-se à sua essência, isto é, a uma definição de seu ser inscrita na "natureza humana". Porque antes de constituir um ente como outro qualquer, o homem é um existente que se constrói constantemente por sua presença no mundo: é um ser histórico, em devir, que sempre se coloca em questão". JAPIASSU, Hilton.

A educação ao longo de toda a vida se refere à mudança da noção de qualificação, pautada em uma formação única para a noção de competência, que se relaciona a uma formação dinâmica, flexível, condizente com a ênfase atual no trabalho em equipe, na capacidade de iniciativa, na valorização de talentos e aptidões. Essa mudança advém da “desmaterialização” do trabalho que exige, além da técnica, a “aptidão para as relações interpessoais” (Delors, 2003, p. 95).

É preciso explorar, conhecer os processos, as relações nos seus discursos e sua pretensa efetivação e, assim, relacionar educação com a estrutura social e a construção histórica, das quais não se desvinculam. Dessa forma, expõem-se os sentidos velados, as fórmulas ideológicas que se articulam nos discursos, trazendo à tona interrogações necessárias a uma educação que possa ser verdadeiramente transformadora e humana. Compreender a sociedade, seus discursos, sua cultura, suas fundamentações é compreender os rumos que a educação tem tomado, e dessa forma pensar a possibilidade da experiência, do diferente, em direção a transformação social tão vulgarmente pronunciada na atualidade.

QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO
RUBEM ALVES

Métodos e metodologias em educação estão em constante mudança. Tradicionais, construtivistas, sócio-interacionistas, montessorianos, é tudo uma questão de escolha. Segundo a UNESCO e Jaques Delors, responsável pelo relatório da Comissão Internacional Sobre a educação do Século XX, para dar conta de sua missão e promover uma aprendizagem ao longo da vida, a educação deve se organizar em torno de quatro aprendizagens fundamentais. Aprendizagens estas que se transformarão para cada indivíduo em pilares do conhecimento e da formação continuada. Sem eles, não estaremos realmente preparando nossos alunos para viver em sociedade.


PILARES DA EDUCAÇÃO
PRIMEIRO: APRENDE A APRENDER

“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu” (Rubem Alves). Educadores são pessoas que certamente amam crianças. Mas não basta amá-las. É preciso que a gente tenha também a vontade de ensinar o mundo as crianças. O primeiro passo é APRENDER a APRENDER. É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar.

SEGUNDO PILAR: APRENDER A FAZER

Para  APRENDER a APRENDER é preciso aprender a FAZER. As crianças tem verdadeiro fascínio por fazer. Elas querem o tempo todo “fazer coisas”. Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas.

TERCEIRO PILAR: APRENDER A CONVIVER

É preciso aprender a CONVIVER, a viver junto, a compreender o outro, aceitar as diferenças administrar conflitos. Me arrisco até a dizer que no mundo de hoje, talvez este seja um dos conhecimentos mais valorizados. Uma educação baseada nestes quatro pilares significa o fim do ensino-aprendizagem voltado apenas para a absorção de conteúdos. Significa ainda mais, pois implica em uma educação que liberta que faz crescer, que valoriza o pensar, e isto independe de qualquer método, metodologia ou linha pedagógica. No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum.

QUARTO PILAR: APRENDER A SER

É preciso também aprender a SER, o que necessariamente implica em educar os ouvidos para ouvir, e ouvir frequentemente o que não é dito. Despertar no aluno o sentido ético e estético, a responsabilidade pessoal, o pensamento autônomo, crítico a criatividade. É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo.

Com base nessa visão dos quatro pilares do conhecimento, pode-se prever grandes consequências na educação. O ensino-aprendizagem voltado apenas para a absorção de conhecimento e que tem sido objeto de preocupação constante de quem ensina deverá dar lugar ao ensinar a pensar, saber comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e elaborações teóricas, ser independente e autônomo; enfim, ser socialmente competente.

Uma educação fundamentada nos quatro pilares acima elencados sugere alguns procedimentos didáticos que lhe seja condizente, como:
Relacionar o tema com a experiência do estudante e de outros personagens do contexto social; Desenvolver a pedagogia da pergunta (Paulo Freire e Antonio Faundez, Por uma Pedagogia da Pergunta, Editora Paz e Terra, 1985);
Proporcionar uma relação dialógica com o estudante; Envolver o estudante num processo que conduz a resultados, conclusões ou compromissos com a prática; Oferecer um processo de autoaprendizagem e corresponsabilidade no processo de aprendizagem.

 Considerações Finais
 A abordagem principal do tema vem enfocar os quatro pilares da educação e seus fundamentos“ Por Rubem Alves” traduzido a didática em  uma linguagem poética sobre o assunto. Busca-se uma educação de qualidade, quebrando a ideia de quantidade, números, e de resultados, buscando a transformação não somente individual, mais social. Dentro desta perspectiva, o educador Rubem Alves analisa e valoriza o processo de ensino-aprendizagem e o educando de uma forma holística, trabalhando o todo e não somente as partes, demonstrando o processo e não somente o os fins. Neste sentido, o educador deixa de oferecer o conteúdo pronto e ensina o educando a pensar, a desenvolver o pensamento crítico, autônomo, participativo e atuante em todo o processo educacional.

Colaboração > Prof. Marcos L Souza

Marcos Leonardo de Souza é Educador e Escritor. Licenciado em Pedagogia, História e Música, com Pós-Graduação Lato Senso em Psicopedagogia, Alfabetização e Letramento, Educação Lúdica, Educação Musical, Educação Infantil, atuando nas áreas de consultoria, assessoria pedagógica, treinamentos, oficinas e palestras. Mestre em Educação.



Fonte:
http://focuseducacional.wordpress.com/2012/08/07/os-4-pilares-da-educacao-para-o-seculo-xxi/
http://lidicsb.spaceblog.com.br/299828/OS-QUATRO-PILARES-DA-EDUCACAO/
http://www.educacional.com.br/articulistas/outrosEducacao_artigo.asp?artigo=artigo0056
http://educaorgpelabase.blogspot.com.br/2013/10/4-pilares-da-educacao-rubens-alves.html


Atividades para favorecer a alfabetização de crianças com TEA

O seu aluno tem TEA e você pretende alfabetizá-lo? Abaixo algumas atividades que podem favorecer o início dos trabalhos. A caminhada pode ser longa, mas sempre vale à pena!

SUGESTÕES DE ATIVIDADES
PARA FAVORECER A ALFABETIZAÇÃO 
DE CRIANÇAS COM TEA
                     
1) Conduzir o olhar da criança da esquerda para a direita, utilizando uma lanterna.
2) Estimular que o aluno olhe para um objeto indicado.
3) Produzir pelo menos o reconhecimento de dez objetos e nomeá-los, ainda que seja indicando, caso a criança não seja verbal.
4) Construir uma “teia” com linha ou lã colorida para que o aluno compartilhe a atenção.
5) Jogar bola para para o aluno agarrar (quantas vezes forem necessárias). Caso ele não corresponda, colocar um cesto ou um balde perto dele e acertar a bola neste objeto, para despertar o interesse.
6) Levar o dedo indicador da criança até uma gravura ou fotografia, nomeando.
7) Imitar as ações da criança, em frente ao espelho.
8) Imitar as ações da criança, de frente para ela.
9) Ouvir músicas que possuam rima, fazendo gestos motores quando a rima ocorrer.
10) Nomear objetos prolongando o som inicial.
11) Classificar blocos de madeira por cores e tamanho.
12) Estimular a criança a colar o próprio nome abaixo da sua fotografia.
13) Estimular a criança a colar o nome dos colegas abaixo das fotografias dos mesmos.
14) Escrever/desenhar na gelatina (com consistência dura), utilizando um pilot de quadro branco.
15) Escrever / desenhar  no espelho
16) Escrever em balões de borracha 9tipo enfeite de aniversário).
17) Manter a atenção da criança na boca de quem pronuncia sons ou palavras.
18) Encontrar objetos escondidos.
19) Ensinar conceitos opostos como pequeno grande; grosso/fino; vazio/cheio etc
20) Cobrir com tinta letras bastão em formato não pontilhado.
21) Escrever ou desenhar em planos diversos (vertical, inclinado e horizontal).
22) Montar quebra cabeça de letras.
23) Reconhecer o som de imagens, sem a presença de letras ou palavras.
24) Completar desenhos não pontilhados, mas com partes faltantes.
25) Trocar símbolos por ações, tais como um triângulo representar a hora de desenhar, um círculo a hora de brincar.
26) Seguir rotinas feitas com imagens.
27) Compreender sentimentos em fisionomias apresentados em vídeos, fotografias e desenhos.
28)  Escrever o próprio nome.
29) Escrever os nomes dos familiares e colegas.
30) Relacionar nomes com fotografias dos familiares.

Elaborados pela Profa. Dra. Dayse Serra



Professor está sempre errado


PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO
                                               (Jô Soares)

O material escolar mais barato que existe na praça é o *professor*!

Se é jovem, não tem experiência.
Se é velho, está superado.
Se não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se tem automóvel, chora de "barriga cheia".

Se fala em voz alta, vive gritando.
Se fala em tom normal, ninguém escuta.
Se não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se precisa faltar, é um 'turista'.

Se conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se não conversa, é um desligado.
Se dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Se brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se não brinca com a turma, é um chato.
Se chama a atenção, é um grosso.
Se não chama a atenção, não sabe se impor.

Se a prova é longa, não dá tempo.
Se a prova é curta, tira as chances do aluno.
Se escreve muito, não explica.
Se explica muito, o caderno não tem nada.

Se fala corretamente, ninguém entende.
Se fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Se exige, é rude.
Se elogia, é debochado.

Se o aluno é reprovado, é perseguição.
Se o aluno é aprovado, deu 'mole'.

É ........ o professor está sempre errado, mas se conseguiu ler até aqui,
 *agradeça a ele*!


"MESMO QUE VOCÊ NÃO SEJA PROFESSOR, É PRECISO LEMBRAR QUE JÁ PRECISOU OU PRECISARÁ DE UM..."


Métodos de alfabetização mais conhecidos e adotados

MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO 
MAIS CONHECIDOS E ADOTADOS

O processo de alfabetização é muito mais complexo do que se imagina, pois é daí que se se inicia a leitura do mundo e para se alfabetizar usam-se métodos como o tradicional, o analítico, o sintético e ou construtivista.  Alfabetizar não é apenas ensinar a ler e escrever através de um método ou de uma cartilha, alfabetizar é formar alunos críticos e capazes de interagir na sociedade, propiciar aos alunos caminhos para que eles aprendam de forma consciente e consistente os mecanismos de apropriação de conhecimentos. Assim como a de possibilitar que os alunos atuem, criticamente em seu espaço social.

Geralmente o método de alfabetização por meio de cartilhas, é feito por etapas exigindo que os alunos a sigam rigorosamente, de acordo com sua ordem, usando palavras chaves, e sílabas geradoras, ou seja, o famoso método do “bá-bé-bi-bó-bu”. Cada capítulo da cartilha apresenta uma unidade silábica, as lições são organizadas do mais fácil para o mais difícil e finaliza com um texto que resume tudo o que a mesma tentou ensinar.
Trataremos neste artigo sobre quatro métodos de alfabetização, que são os métodos: tradicional que abrange o sintético e analítico e o método construtivista.  As cartilhas chamadas de métodos construtivistas tendem a conter o ensino mais claro e objetivo, pois trata o aluno como um ser pensante e ativo no processo de alfabetização. Ou seja, estimulando o aluno a pensar e agir por si próprio, esta cartilha não se preocupa com a perfeição da ortografia, não se prende a escrita, e sim, com a interação no seu aprendizado, sendo um aluno participativo e crítico.

Já o método tradicional, tem seu ensino baseado na ortografia perfeita, ensinada através de regras gramaticais, confundindo ainda mais a aprendizagem do aluno e deixando às vezes seus textos escritos de forma ortograficamente correta, porém sem sentido. A cartilha de método tradicional cria seus próprios ideais, que o aluno tem por obrigação segui-los, aprendendo uma lição após a outra, até que se conclua toda a etapa.

Percebe-se o quanto é confuso e difícil à aprendizagem por meio do uso de cartilhas, pois por mais que as mesas sejam consideradas método construtivista ela sempre terá alguma atividade do método tradicional desestabilizando o processo de aprendizagem da criança. Não existe uma cartilha cem por cento tradicional e ou construtivista, ela sempre será mista.

Esse recurso didático tende a absorver e centralizar o trabalho de alfabetização na medida em que essa prática se encontra pautada e direcionada pelo uso da cartilha, tornando duradoura a concepção de ensino de língua escrita que neutraliza a linguagem, não permitindo o trabalho e o processo da leitura e compreensão.

Alfabetização

A pesquisadora Jaqueline Moll em seu livro “Alfabetização Possível”, diz que a alfabetização é um processo mecânico, na qual alfabetizar-se’ está vinculado a habilidades de codificação (ou representação escrita de fonemas em grafemas) e decodificação (ou representação oral de grafemas em fonemas). Ou seja, a representação da fala oral em escrita e o inverso, a representação da fala escrita em oral. Tanto a leitura quanto a escrita são vistas como decifração de códigos e símbolos.

Os processos de alfabetização nos dias atuais persistem na repetição excessiva de exercícios visando à memorização de letras, silabas para formação de palavras, frases e textos, e a assimilação da criança, de que há uma ligação correspondente entre fala e a escrita.

Alfabetização é muito mais que decodificação e codificação de códigos, a alfabetização é a relação entre aluno e seu conhecimento de mundo, é primeiramente a leitura que a criança faz para entender o mundo.

O processo de alfabetização se inicia muito antes da criança entrar na escola, pois antes disso ela já possui contato com seu meio social, que lhe permite adquirir conhecimentos como a própria linguagem verbal, entre outros. Enfim, alfabetização é muito mais que aprender ler e escrever, para fazer parte do meio social.

Métodos de alfabetização

Com a necessidade de saber como se da o processo de aprendizagem de leitura e escrita, surgiram os métodos de alfabetização, que impõe regras que devem ser seguidas pela criança a ser alfabetizada.

Os métodos de alfabetização evoluem fazendo o avanço do conhecimento de acordo com as necessidades sociais, pois com a evolução da sociedade, cada vez mais vai se exigindo um tipo de letrado diferente. E com todas as evoluções surgiram vários métodos de alfabetização como: o método tradicional que incorpora o método sintético e analítico e por fim o método construtivista.

Alguns desses métodos colocam em risco o processo e capacidade de aprendizagem do aluno por passar insegurança tanto para o aluno quanto para os professores, por isso percebe-se, que apesar de ser muito utilizado e de certa forma ter alfabetizado milhões de pessoas, estes métodos de alfabetização consistem na memorização do que é ensinado, trabalhando repetições e colocando em dúvida a qualidade do aprendizado do aluno.

Método tradicional
É centrado no professor e tem a função de “vigiar o aluno”, ou seja, observar se o aluno está seguindo a risca o que lhe foi pedido. Esta metodologia tem a concepção de que a aula deve acontecer apenas dentro da sala, em que o professor ensina a matéria, passa os exercícios, e depois a corrige, seguindo os passos rigorosos da matéria e planejamentos, fazendo sempre a mesma coisa, tornando a aula mecanicamente robótica, dando a entender que o aluno só irá aprender através do conhecimento do professor. No método tradicional, o aluno é um ser passivo no aprendizado.

Este tipo de aula faz com que o aluno aprenda através de repetições de exercícios com exigência do uso da memória, levando o mesmo a decorar e não aprender, e como consequência o aluno é desmotivado, fica desinteressado e ou na maioria dos casos adquire problemas e ou transtornos como depressão, estresse, falta de ânimo etc.

O método tradicional tem seu aprendizado de forma dividida, primeiro aprende as vogais, depois as sílabas até chegar às palavras inteiras e as frases, para daí por diante construir textos. Neste método o que importa é a montagem silábica e não a construção de frases, fazendo com que o aluno só consiga produzir textos depois de dominar boa parte da família silábica e o processo de formação das palavras, criando textos sem sentidos, pois o aluno nesse momento está preocupado com a escrita ortográfica e não com o sentido lógico do seu texto.

Há uma valorização maior no uso das cartilhas e uma preocupação com a quantidade, esquecendo assim da qualidade. O professor fala o aluno ouve e aprende. Como mencionei anteriormente, o aluno não é um ser participativo na construção de sua própria aprendizagem, não levando em consideração o que a criança aprende fora da escola, seus esforços espontâneos, a construção coletiva, e o que é pior, muitas vezes, o meio social o conhecimento de mundo que o aluno trás de fora para dentro da escola é totalmente ignorado.

No método tradicional a grande maioria das atividades e propostas é baseada em cartilhas, os textos para leitura são curtos com frases simples desvinculados da linguagem oral, buscam o uso das sílabas já estudadas. Raramente usam materiais extras, como revistas, jornais, livros de história e músicas e o lúdico por assim dizer é deixado de lado como ferramenta pedagógica.

Este método sobrecarrega o aluno com tantas informações, que muitas vezes os mesmos não conseguem filtrá-las e ou compreendê-las, tornando o processo de aquisição do conhecimento muito mais exaustivo, e sem significação, sempre mantendo uma postura conservadora. O seu processo de alfabetização, apoia-se nas técnicas de codificar e decodificar da escrita. A escrita da criança em fase de alfabetização não é levada em conta, sendo a cartilha sequencialmente seguida, formando assim a base do processo de alfabetização.

O método tradicional de alfabetização procura desenvolver as habilidades básicas que a criança deve ter para tornar-se um leitor habilidoso. Porém, somente a presença destas habilidades não garantem sua utilização em tarefas mais complexas, como a leitura de um livro, a escrita de um poema, ou mesmo a execução correta de uma simples receita culinária por exemplo.

Método sintético
O método sintético é estruturado dentro da teoria do behaviorismo, e é considerado um dos mais rápidos, simples e antigos métodos de alfabetização, podendo ser aplicado a qualquer tipo de criança. Fundamenta-se num diálogo entre o oral e o escrito, entre o som e a grafia. Geralmente se inicia em um grau de dificuldade mais simples percorrendo até chegar a um mais complexo, ou seja, o sistema de ensino parte das partes para um todo.

A criança para iniciar nesse método de alfabetização, primeiro terá de dominar o alfabeto (letra por letra), depois as sílabas, as palavras, frases e finalmente os textos. E este método não permite que a criança prossiga para uma nova fase se não dominar a que está. O método sintético, foca seu ensino em ler letra por letra, ou sílaba por sílaba, palavra por palavra, acarretando em pausas durante a leitura “Trabalhando a rima, a acentuação da sílaba mais forte e o ritmo fonético de cada sílaba” Porém pode motivar o cansaço e prejudicar o ritmo e a compreensão da leitura.

Baseando-se no ponto de vista mental, o indivíduo é capaz de perceber os símbolos gráficos de uma forma geral, ou melhor, como um todo, dando-lhes significados, para posteriormente ser capaz de analisar suas partes. O método sintético leva o aluno a perceber partes isoladas, sem significação, impedindo sua compreensão e percepção da leitura.

A aprendizagem pelo método sintético, é feita através da memorização e repetição, de certa forma acaba prejudicando o aluno, pois impede que ele consiga pensar e agir por si próprio, ou melhor, de produzir seus textos e seus conhecimentos através de sua imaginação, pois o mesmo é alfabetizado por regras que devem ser seguidas passo-a-passo. O Professor traz um conhecimento pronto faltando apenas por em prática. Com isso, o aluno tem dificuldades de compreender e criar textos, o prazer pela leitura dura pouco, porque logo o aluno consegue dominar a leitura e a escrita deixando de ser algo novo em sua vida, o método oferece um vocabulário pobre e restrito e considera a língua escrita um objeto de conhecimento externo ao aprendiz, porém, podemos encontrar alguns conceitos positivos, como os de alunos adquirem a ortografia perfeita por ser um ensino de regras e repetições, o aluno consegue com o tempo fazer sua tarefa sozinho, e por fim, permitir a compreensão da língua.

Método analítico
O método analítico se desenvolve a partir da teoria do “sincretismo infantil” que foi fundamentado pela teoria da gestalt, e acredita que a aprendizagem se dá pela percepção e compreensão.

O método analítico tem por objetivo, fazer com que as crianças compreendam o sentido de um texto, não ensina a leitura através da silabação, o método incentiva os alunos a produção de textos prestando atenção ao uso da pontuação, estimula a leitura e deixa o aluno à vontade para expor suas ideias. Este método ajuda a criança no desenvolvimento e organização de seus pensamentos.

Do ponto de vista linguístico, neste método o ensino deve começar por um nível menos complexo, para aos poucos ir alcançando um nível mais avançado, pois a língua falada é bem diferente da língua escrita e a criança no inicio de sua aprendizagem se baseia na língua falada para desenvolver a língua escrita e isso faz com que as mesmas se confundam.

Partindo do ponto de vista mental, o método analítico é um método constituído por palavração (leitura de palavra por palavra), e que assim como os métodos tradicionais e sintéticos trabalham com elementos isolados, o que não favorece para a compreensão de um texto, tornando-se cansativo e desestimulante, por impedir que a criança não compreenda o texto como um todo e sim dividido.

Método construtivista
O método construtivista é um dos mais indicados e usados para alfabetização, por permitir que a própria criança construa seus conhecimentos de acordo com seu desenvolvimento cognitivo, pode ser aplicado de forma individual ou coletiva, trabalha com o conhecimento que a criança traz para escola, faz a união da língua falada, escrita e a leitura em um único processo, e pode ser aplicado a qualquer criança, método em que a criança se sentirá mais segura e será capaz de criar seu próprio conhecimento tornando-se um aluno consciente e responsável.

O método construtivista baseia-se nas pesquisas de Jean Piaget, sobre a construção do conhecimento, afirmando que este é o resultado da construção do próprio indivíduo. Essas conclusões são derivadas das suas pesquisas sobre “a origem e evolução da inteligência” que também se constrói na interação do sujeito com o mundo, considerando os fatores biológicos, experiências físicas, a troca social, e os processos de equilíbrio e desequilíbrio.

A aprendizagem e a aquisição de conhecimento da criança começam muito antes da aprendizagem escolar, a criança antes de entrar na escola já possui alguns conhecimentos como, por exemplo, a linguagem verbal. Toda aprendizagem na escola tem uma pré-história, a atividade de criar é uma manifestação exclusiva do ser humano que tem a capacidade de criar algo novo a partir de um conhecimento já existente. Através da memória o ser humano pode imaginar situações futuras e formar outras imagens a partir dela. Com isso, ação de criar deixa clara que o indivíduo pode e deve sempre estar criando algo novo a partir de seus conhecimentos pré-existentes, buscando através do imaginário e da fantasia, um equilíbrio, bem como a construção de algo novo. E é nisso que o método construtivista consiste em o aluno construir seu próprio conhecimento. Do ponto de vista linguístico o construtivismo deixa claro que para se aprender algo tem que praticar. Ou seja, para aprender a ler tem que ler e a escrever tem que escrever, para isso não é necessário a utilização de métodos, por exemplo, para aprendemos a falar não tivemos que seguir um método, para ler e escrever não deve ser diferente.

O método construtivista possui muitas vantagens, pois incentiva a criança a expressar o que sente, estimula a criatividade e a escrever e falar o que pensa, desperta a curiosidade e leva o aluno a buscar soluções para resolução de seus problemas, tornando-o um aluno autônimo, critico e capaz de responder pelos seus atos, estimula também o ato da leitura e escrita, trabalha com a língua escrita com todas as dificuldades que nela existe a partir da produção de texto do próprio aluno, no processo de aprendizagem da escrita não exige a ortografia e a sintaxe perfeita, dá valor à interação dos alunos em grupo, enfim, o método construtivista, não tem uma regra básica a ser seguida, pois parte da ideologia do mesmo se baseia na vivência de vida que o aluno trás para escola.

A escrita
Escrever é diferente de falar, o aprendizado da escrita requer tempo, treino, paciência e maturidade. As crianças quando vão para escola já trazem consigo muitas coisas sobre o sistema da comunicação verbal, e isso ajuda em muito no seu aprendizado da escrita. Uma das tarefas principais da alfabetização é ensinar o aluno a escrever, e a escrita passa a ser algo novo na vida da criança, por isso se deve ter uma atenção especial nesta fase de descoberta onde a criança aprende a decodificar símbolos em forma de palavras, não dando atenção para a forma ortográfica da escrita, e sim, ao modo de como a criança escreve.

A leitura tem um objetivo que é a compreensão do leitor, além de aumentar o vocabulário da criança e o objetivo da escrita é a comunicação, que dá acesso a este vocabulário. Escrita e Leitura estão ligados um ao outro, ou melhor, um depende do outro, porém a sua forma de uso é diferente.

As formas de escrita são diversas, ela possui inúmeras grafias, o que pode acarretar em confusão inicial na aprendizagem da criança, pois de uma para outra há uma diferença considerável, e para que não se tenha este tipo de problema na aprendizagem do aluno é muito importante que o alfabetizador esteja atendo, preparado e seguro.

O sistema de escrita
Citando Cagliari em seu livro “Alfabetização & Linguística”, “A escrita tem como objetivo a leitura. A leitura tem como objetivo a fala. A fala é a expressão linguística e se compõe de unidades, de tamanho variável, chamadas signo se que se caracterizam em sua essência pela união de um significado a um significante”. Os sistemas de escrita podem ser divididos em dois, o primeiro em escrita ideográfica que se baseia no significado e o segundo em escrita fonográfica que é o sistema de escrita baseado no significante.

O sistema de escrita que se baseia no significado para ser entendido depende da formação sociocultural do individuo, pois é através desse conhecimento que ele conseguirá decifrar a ideia ou mensagem que o sistema estará tentando passar. Esses sistemas são representados por sinais de transito, logotipos e logomarcas de empresas e produtos, são também obras de artes, música entre outros, e é por isso que sua decifração depende da formação socio cultural, pois cada um pode interpretar de uma forma diferente.

Já ó sistema baseado no significante para ser decifrado depende exclusivamente do elemento sonoro de uma língua, dependendo da língua padrão que se fala. Os sistemas de escrita possuem sons de uma língua, e como já sabemos nossa língua vive em constante mudança, e com isso a forma de pronuncia a forma fônica (Som da Palavra) muda, e assim como ela vai perdendo seu uso, vai ficando difícil de entendê-la.

Os dois tipos de escrita exigem certa habilidade do leitor, a escrita ideográfica para ser entendia exige a habilidade lexical, e a escrita fonográfica exigem a interpretação semântica.

 Considerações finais
Aprender é um ato individual de cada aluno, aprender de acordo com o seu metabolismo intelectual e ordenada pelo aluno de acordo com sua história de vida. Aprender não é repetir algo semelhante, e sim criar algo novo, ou seja, a repetição de um modelo já pronto não é uma aprendizagem, e sim uma cópia.

É fundamental que o professor respeite o ritmo de aprendizagem de cada aluno, sendo extremamente necessário buscar estratégias que venham melhorar o desempenho daqueles que apresentam evolução mais lenta.


Artigo > Prof. Marcos L Souza
Marcos Leonardo de Souza é Educador e Escritor. Licenciado em Pedagogia, História e Música, com Pós-Graduação Lato Senso em Psicopedagogia, Alfabetização e Letramento, Educação Lúdica, Educação Musical, Educação Infantil, atuando nas áreas de consultoria, assessoria pedagógica, treinamentos, oficinas e palestras. Mestre em Educação.


Referências Bibliográficas:
BRAGANÇA, A. CARPANEDA, I.P.M. & NASSUR, R.I.M. Porta de papel: língua portuguesa, 1ª série. São Paulo: FDT, 1996.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & linguística. São Paulo: Scipione, 1989.
_________. Alfabetizando sem be-a-bá. São Paulo: Scipione, 1999.
CHIARION, R.A. & Incola, J. Livro de alfabetização – Coleção novo caminho. São Paulo: Scipione, 1998 – 3ª edição.
___________. Contexto de alfabetização inicial. Porto Alegre: Ed. Artmed, 2004.
ZORZI, Jaime Luiz. Artigo Científico. São José dos Campos: Ed. Cefac, 2003.
FARACO, Carlos Alberto. Escrita e alfabetização. São Paulo: Contexto, 1997.
OLIVEIRA, João Batista Araújo. ABC do alfabetizador. Belo Horizonte: Ed. Alfa Educativa, 2003.
TEBEROSKY, Ana. Aprendendo a escrever. São Paulo: Ática, 1995.


A pipoca - Rubem Alves

A PIPOCA 
                                 
A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas ideias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu."



Dicas de filmes para Educação Especial

Bons filmes para entender os alunos...

SUGESTÕES DE FILMES NA 
ÁREA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

DEFICIÊNCIA FÍSICA

 1. Ferrugem e Osso
 2. Espíritos Indômitos
 3. Amargo Regresso
 4. Carne trêmula
 5. Feliz ano velho
 6. Nascido em 4 de Julho
 7. O óleo de Lorenzo
 8. O Homem Elefante
 9. The Other Side of the Mountain – Uma janela para o céu (Parte 1 e 2)
 10. Dr. Fantástico
 11. Johnny vai à guerra
 12. Meu pé esquerdo
 13. Inside I’m Dancing
 14. The Best Years of Our Lives
 15. Mar Adentro
 16. Murderball
 17. As sessõoes
 18. Intocáveis
 19. Gabi, uma história verdadeira.
20. Farol das Orcas.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA

1. A música e o silêncio
 2. Filhos do silêncio (Children of a lesser God, 1986)
 3. Adorável professor (Mr.Holland’s opus)
 4. O piano
 5. O país dos surdos
 6. The Dancer
 7. Black
 8. O filme surdo de Beethoven
 9. O segredo de Beethoven
 10. Los amigos
 11. Querido Frankie
 12. Tortura silenciosa
 13. And Now Tomorrow
 14. Cop Land
 15. And Your Name Is Jonah
 16. Sweet nothing in my ear
 17. Personal Effects

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL/COGNITIVA

1. City Down
 2. Forrest Gump, o contador de histórias
 3. Gaby, uma história verdadeira
 4. Gilbert Grape – Aprendiz de sonhador
 5. Meu filho, meu mundo
 6. Benny & Joon: Corações em conflito
 7. Dominick and Eugene (Nicky and Gino)
 8. O Enigma de Kaspar Hauser
 9. O guardião de memórias
 10. O oitavo dia
 11. Simples como amar
 12. Uma lição de amor
 13. Shine – Brilhante
 14. Mozart and the Whale (Loucos de amor) (en)
 15. O óleo de Lorenzo
 16. Eu me chamo Elisabeth
 17. Inside I’m Dancing (en)
 18. Meu nome é Radio
 19. O Primeiro da Classe (Front of the class / Síndrome de Tourette)

DEFICIÊNCIA VISUAL

1. O Sino de Anya
 2. Além dos meus olhos
 3. Perfume de mulher
 4. À primeira vista
 5. Dançando no escuro
 6. Demolidor
 7. Castelos de gelo
 8. Ray
 9. Quando só o coração vê
 10. Um clarão nas trevas
 11. Jennifer 8 – A próxima vítima
 12. La symphonie pastorale
 13. Vermelho como o céu
 14. Eu Não Quero Voltar Sozinho

DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

1. Amy
 2. O Escafandro e a Borboleta
 3. Helen Keller and Her Teacher
 4. O milagre de Anne Sullivan (br) / O milagre de Helen Keller (pt)
 5. The Unconquered (Helen Keller in Her Story)
 6. Cegos, surdos e loucos
 7. Sob suspeita
 8. Uma lição de amor
 9. Experimentando a vida
 10. Black
 11. Borboletas de Zagorsk

AUTISMO

1. Meu amargo pesadelo
 2. Meu filho, meu mundo
 3. O garoto que podia voar
 4. Rain man
 5. Gilbert Grape: aprendiz de sonhador
 6. Retratos de família
 7. Testemunha do silêncio
 8. Prisioneiro do silêncio
 9. A sombra do piano
 10. A lenda do pianista do mar
 11. Código para o inferno
 12. Ressurreição
 13. Experimentando a vida
 14. Uma viagem inesperada
 15. Loucos de amor
 16. Um certo olhar
 17. Um amigo inesperado
 18. O nome dela é Sabine
 19. Ben X: a fase final
 20. Autismo: o musical
 21. Sei que vou te amar
 22. Mary e Max: uma amizade diferente
 23. A menina e o cavalo
 24. A mother’s courage: talking back to autism
 25. Adam
 26. Temple Grandin
 27. Meu nome é Khan
 28. Ocean Heaven
 29. Um time especial
 30. Tão forte, tão perto
 31. Arthur e o infinito: um olhar sobre o autismo
 32. White frog


Desenho, alfabetização e linguagem


DESENHO, ALFABETIZAÇÃO
E LINGUAGEM

Em muitos desenhos que as crianças produzem podem representar a tentativa de escrita. Esses desenhos são uma forma de construir, organizar, registrar, expressar seu saber, uma forma de tradução de algum símbolo ou palavra que as mesmas ainda não dominam, representam também  noção de espaço, tempo, cores e até mesmo noção sociocultural. Os desenhos que as crianças produzem não podem ser considerados, como algo sem significação, isolado, descontextualizado, pois quando ela desenha algo, ela insere em um contexto que pode estar vivenciando, ou até que seja de sua imaginação.

Esses desenhos podem ser pequenos rabiscos que se misturam entre linhas retas e curvas, e o significado da escrita só à criança pode decifrar, pois é uma representação do que ela imagina o que seja escrita. Cada criança tem uma expectativa e desempenho na aprendizagem da escrita e leitura, é preciso conhecer a criança e o meio social em que ela vive para tentar decifrar e entender a sua tentativa de escrita.

É preciso que o mediador incentive e faça o aluno a ver o quanto é importante o ato da leitura e da escrita, estimular o interesse  a praticá-las, pois só assim eles aprenderam e encontrarão a melhor forma de aprender ler e escrever.

    É importante, que o aluno saiba o quê está desenhando, interpondo, decifrando a leitura de algo por meio dos rabiscos, figuras etc. E o significado de cada um, ou seja, toda forma de desenho deve ter um objetivo.

Através do desenho e das formas, o aluno tem possibilidades de expor e de se expressar criticamente sua relação com o mundo e com o outro. Se a escola permitir o acesso a trabalhos que favoreçam a prática artística como forma de leitura e expressão, a mesma estará automaticamente favorecendo a aquisição da leitura e da escrita de seus alunos.
“A livre expressão facilita a criatividade da criança no desenho, na música, no teatro, extensões naturais da atividade infantil, progressivamente responsável por seus comportamentos afetivos, intelectuais e culturais” (FREINET, 1979, p. 31).

A escola, portanto, tem um papel fundamental na educação da infância cuja proposta pedagógica deverá atender a essas necessidades, oferecendo condições de organização de ambientes e de materiais em que a criança tenha oportunidade de realizar experiências, de vivenciar situações, com desafios e obstáculos, que elas próprias ultrapassam em um aprendizado naturalmente rico e saudável. São esses momentos significativos que promovem o processo de ensino e aprendizagem no favorecimento da construção da autonomia da criança.

Ao fazer suas próprias descobertas, criando seu caminho com independência, desenvolvendo em si a segurança, a livre escolha, a criança vai estruturando sua personalidade de forma consciente, criativa, autônoma capaz de cuidar de si, na construção de sua história em harmonia com os outros. É nesse sentido que Montessori enfatiza a questão do “ambiente preparado” para facilitar e favorecer o processo de crescimento do ser humano. Para essa educadora, a criança tem necessidade de manipulação de materiais específicos para o desenvolvimento da atenção, observação, motricidade, linguagem e percepções sensoriais. O ambiente preparado deve 41 oferecer à criança liberdade, livre escolha de atividades programadas; agindo pessoalmente por decisão e esforço próprios, a criança chega à descoberta do “eu” e do “não eu”, da causa e do efeito, da percepção do espaço e do tempo.

    Pintura, escultura, desenho e canto devem ser cultivados desde cedo, se quer dar uma educação completa e formar totalmente o homem, considerando-os objeto de ensino numa escola séria, não os deixando abandonados ao capricho infrutífero, à maneira do jogo (FROEBEL, 2001, p. 145)

    A expressividade da criança faz com que tenha acesso à realidade de uma forma mais intensa com uma compreensão maior do universo. Colocando em ação os sentidos e adentrando também no seu “eu” interior, fazendo aflorar suas faculdades. É a percepção de mundo que favorece a educação dos sentidos, a serviço da atividade criadora. A escola pode proporcionar o desenvolvimento, tanto no aspecto cognitivo quanto no socioafetivo, levando em conta os conhecimentos previamente adquiridos desde o nascimento da criança e os conhecimentos contextualmente construídos. Apontado por Rego (1995), o pensamento de Vygotsky faz uma importante distinção entre os conhecimentos construídos na experiência pessoal, concreta e cotidiana das crianças, que ele chamou de conceitos cotidianos ou espontâneos e aqueles elaborados em sala de aula.

    As ideias de Vygotsky colaboram nesse sentido, pois enfatiza a questão do ensino, que deve valorizar a criança como um ser que pensa, raciocina, deduz e abstrai, mas também como alguém que sente, se emociona, deseja, imagina e se sensibiliza.

    Segundo Piaget, o desenvolvimento do pensamento infantil requer ações, não apenas palavras. A teoria de Piaget enfatiza a iniciativa e atividade do sujeito, impulsionando os educadores a adotar novas atitudes estimular a criança através de métodos e atividades interessantes. Refletiu-se e constatou que o pensamento educacional, desde o início da história, concorre para um mesmo esforço, de fazer desabrochar as capacidades infantis, revelando toda a criatividade no aprendizado da vida. Revelado por ideias de Almeida (2001):

    As crianças, seres criativos em potencial, vivenciam situações de experiências diversas que ampliam suas referências de mundo. Esta afirmação impõe-nos pensar: no atual momento, as escolas infantis desenvolvem atividades que realmente permitem a elas se desenvolverem física e intelectualmente? Esse é o ideal perseguido por nós, comprometidos com a educação infantil (ALMEIDA, 2001, p. 235).

    O desenvolvimento da capacidade criadora deve constar como eixo principal dos objetivos pedagógicos na educação da infância. Lowenfeld (1977) defende a ideia de que a educação deve proporcionar os meios para que a criança desenvolva sua capacidade de criar e que o ato criativo em si possibilita novos conhecimentos, em que a criança tem a oportunidade de expandir seus sentimentos, suas ações, estruturando seu pensamento.

    Os primeiros anos de vida são, provavelmente, os mais decisivos no desenvolvimento da criança. Durante esse período inicial, ela começa a estabelecer padrões de aprendizagem, atitudes e um sentido de si mesma como ser, tudo o que irá ter reflexos em sua vida inteira. A arte pode contribuir imensamente para esse desenvolvimento, pois é na interação entre a criança e seu meio que se inicia a aprendizagem (LOWENFELD-BRITTAIN, 1997, p. 116).

O mundo das artes visuais, no qual está inserido o desenho, evidencia diversas linguagens: modelagem, pintura, tecelagem, canto, dança, teatro, colagens etc.; como formas essenciais de expressão e comunicação humanas, o que, por si só, justifica sua presença no contexto da educação, de um modo geral, e na educação infantil, em particular. As manifestações infantis reveladas por meio da pintura, da escultura, do canto, da dança, da música, das brincadeiras etc, demonstram uma comunicabilidade com o mundo em uma relação lúdica que é prazerosa à criança. Observam-se essas afirmações no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998), que enfatiza e valoriza a área das artes como primordial nas práticas de sala de aula com a criança.

As crianças têm suas próprias impressões, ideias e interpretações sobre a produção de arte e o fazer artístico. Tais construções são elaboradas a partir de suas experiências ao longo da vida, que envolvem a relação com a produção de arte, com o mundo dos objetos e com seu próprio fazer. As crianças exploram, sentem, agem, refletem e elaboram sentidos de suas experiências. A partir daí constroem significações sobre como se faz, o que é, para que serve e sobre outros conhecimentos a respeito da arte (RCNEI, p. 89).

Todas as modalidades artísticas devem ser contempladas pelo professor, para diversificar a ação das crianças na experimentação de materiais, do espaço e do próprio corpo. Entretanto, destaca-se o desenvolvimento do desenho por sua importância no fazer artístico da criança e na construção e ampliação das linguagens acima citadas. A expressão gráfica, além de fazer parte do mundo infantil, favorece as condições à escrita, à apreensão de mundo, criando e definindo sua identidade.

O desenho constitui para a criança uma atividade total, englobando o conjunto de suas potencialidades e de suas necessidades. Ao desenhar, a criança expressa a maneira pela qual se sente existir. O desenvolvimento do potencial criativo na criança, seja qual for o tipo de atividade em que ela se expresse, é essencial ao seu ciclo inato de crescimento. Similarmente, as condições para o seu pleno crescimento (emocional, psíquico, físico, cognitivo) não podem ser estáticas (DERDYK, 1994, p. 52).

    E por meio do desenho, a criança fala de sua afetividade e sensibilidade, revelando o seu desenvolvimento e a forma como conhece e compreende o mundo. A educação infantil deve propiciar esse encontro, no qual a criança tenha oportunidade de se expressar, de se fazer criança e desvelar sua essência imaginativa.

    A criança estabelece um vínculo existencial profundo com o desenho ou com qualquer outro ato criativo. Daí a necessidade de recolocarmos o desenvolvimento da linguagem gráfica, ou de qualquer outra manifestação expressiva, sob o signo da experiência e da vivência permanente (DERDYK, 1994, p. 117).

    O desenho, enquanto linguagem requisita uma postura global. Desenhar não é copiar formas, figuras, não é simplesmente proporção, escala. A visão parcial de um objeto nos revelará um conhecimento parcial desse mesmo objeto. Desenhar objetos, pessoas, situações, animais, emoções, ideias são tentativas de aproximação com o mundo. Desenhar é conhecer, é apropriar-se (DERDYK, 1994, p. 24).

    Nesta linha de pensamento, coloca-se o desenho infantil como possibilidade na (re)construção e (re)invenção do conhecimento, para o favorecimento de uma aprendizagem significativa para a criança, revelando um “pensar” e um “fazer” coerentes com as suas necessidades, em um espaço e ambiente altamente construtivos e criativos em resposta às curiosidades infantis.

    A linguagem gráfica como linguagem própria da infância insere-se, portanto, como valiosa estratégia de ensino na educação da criança. De acordo com as teorias colocadas pelos estudiosos e educadores, desenvolvidas nesse trabalho e, pela vivência significativa da criança no momento do desenho, passa a considerá-lo como um dispositivo pedagógico, amplamente construtivo nas ações educativas, apontando caminhos e possibilidades, de forma a sanar as incertezas pedagógicas existentes na educação.

Artigo > Prof. Marcos L Souza

Marcos Leonardo de Souza é Educador e Escritor. Licenciado em Pedagogia, História e Música, com Pós-Graduação Lato Senso em Psicopedagogia, Alfabetização e Letramento, Educação Lúdica, Educação Musical, Educação Infantil, atuando nas áreas de consultoria, assessoria pedagógica, treinamentos, oficinas e palestras. Mestre em Educação.

Referências Bibliográficas
FILHO, Lourenço. Introdução ao Estudo da Escola Nova. São Paulo: Melhoramentos, 1978.
FERREIRA, Alexandra P. et al. A criança e o desenho animado. Trabalho de conclusão do
curso de graduação. Curso de Pedagogia. Universidade Católica Dom Bosco. 2002.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio escolar da Língua
Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.
FREINET, Élise. O Itinerário de Célestin Freinet. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves
Editora S. A, 1979.
FREINET, Célestin. O método natural II. A aprendizagem do desenho. Lisboa: Editorial
Estampa, 1989.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São
Paulo: Paz e Terra, 1996. – (Coleção Leitura)
FROEBEL, Friedrich W. A. A educação do homem. Tradução de Maria Helena Câmara
Bastos. – Passo Fundo: UPE, 2001.
GREIG, Philippe. A criança e seu desenho: o nascimento da arte e da escrita. Tradução de Fátima Murad. – Porto Alegre: Artmed, 2004.
DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho. Desenvolvimento do grafismo infantil. –
São Paulo: Scipione, 1994.
FILHO, Lourenço. Introdução ao Estudo da Escola Nova. São Paulo: Melhoramentos,
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FREINET, Élise. O Itinerário de Célestin Freinet. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves
Editora S. A, 1979.



TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade)

  

  TDHA

(Transtorno do Déficit 
de Atenção com Hiperatividade)
O TDAH ou mais conhecido como TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), é um transtorno que geralmente se desenvolve na infância e tende a acompanhar o individuo durante toda a sua vida.

Pode ser conhecido como TDAH – transtorno do déficit de atenção com hiperatividade ou DDA – distúrbio do déficit de atenção. Em inglês poderá ser identificado por ADD, ADHD, ou AD/DH.


O que é?

TDAH é um transtorno neurobiológico que atinge varias partes do cérebro, geralmente causa falta de atenção, desinteresse, inquietude, impulsividade.
Estudos científicos apontam que a área mais atingida por esse transtorno é a região frontal e suas ligações com o resto do cérebro.
Existem pesquisas por todo o mundo, onde procuram saber a causa do desenvolvimento de TDHA, as pesquisam apontaram que a hereditariedade é uma das causas que podem fazer com que a criança desenvolva esse transtorno.
Outras causas como o que é ingerido durante a gravidez, sofrimento fetal (algumas pesquisas apontam que mulheres que tiveram algum problema na gravidez terá um aumento de chance do bebe desenvolver o TDAH), problemas familiares, e até mesmo a exposição ao chumbo poderá causar no bebe a probabilidade maior de desenvolver esse transtorno.

Sintomas

Os sintomas podem ser identificados na infância, o primeiro diagnostico, geralmente é feito nas escolas, onde os profissionais da educação identificam a falta de interesse expressiva da criança, falta de atenção nas atividades desenvolvidas nas escolas, inquietude e a impulsividade.
Após o primeiro diagnostico é aconselhável que a criança passe por um especialista para que esse possa passar o tratamento mais adequado para aquela criança.

TDAH Tem cura?

Por não ser considerada uma doença e sim um transtorno, o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade não tem cura, apenas tratamento. Este tratamento é possível através de ajudas como:
  • Psicólogos;
  • Psicopedagogos;
  • Psiquiatras;
  • Pedagogos;
  • Entre outros.
Hoje com o avanço tecnológico e da medicina pode se observar diversas formas de tratamentos para que o transtorno não se desenvolva tanto, e assim a criança possa levar uma vida normal tanto quanto o possível.

Déficit Infantil e na escola

Como já dito a identificação do transtorno, geralmente será identificado nas escolas, pois é aonde a criança fica a maior parte do tempo e aprende a desenvolver suas funções, a criança que apresentar os sintomas do TDAH é fácil identificar, por apresentar anormal inquietude, impulsividade, visto também que os profissionais educadores tem uma percepção diferente para as crianças que apresentam esses sintomas.
Por isso é de total importância que haja pessoas formadas na área de Pedagogia ou Psicologia nas escolas do país, para que crianças com esses problemas tenham o auxílio destes para o controle do TDHA.

Tratamento com Ritalina (efeitos negativos)

Hoje tem havido muitas criticas pelo aumento excessivo do uso da Ritalina no Brasil, mas nos casos do TDAH em que há o desenvolvimento do transtorno, entre os especialistas o medicamento mais indicado para o tratamento desta doença ainda é a ritalina.
Não descarta-se que o medicamento não traga efeitos colaterais até mesmo para quem desenvolveu o TDHA. Os efeitos negativos dessa medicação geralmente são:
  • Insônia;
  • Perda de apetite;
  • Boca seca;
  • Tremores;
  • Taquicardia;
  • E até mesmo o aumento da ansiedade.

Solução com suplementos naturais

Hoje o TDAH pode ser tratado com a junção dos tratamentos com medicamentos e tratamentos psicológicos e alternativos (como tratamentos psicomotores, terapia com artes, tratamento desenvolvido com os pais e etc).
Há também, não comprovados por especialistas, os tratamentos naturais do TDHA, que são feitos geralmente com vitamina B6, cálcio e magnésio, acido gama amino butírico (gaba), e outros, esse medicamentos alternativos como já dito não tem resultado comprovado e não garantido pelos médios e especialistas.