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domingo, 21 de outubro de 2018
QUEBRA-CABEÇA DE FÉRIAS
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O DEVER DE CASA DOS PAIS
Quem
tem filho na escola percebe logo: o que mais se espera da família é
participação e mais participação. Não à toa, ela vive recebendo convites
para apresentações de artes, feiras de ciências, festas e eventos
esportivos. Sem falar das reuniões de praxe e das eventuais convocações
individuais. Tantas tentativas de aproximação têm razão de ser.
"Diferentes estudos mostram que a presença dos pais na educação dos
filhos é um dos maiores, senão o maior, fator ligado ao sucesso
escolar", diz Ernesto Martins Faria, economista e autor do portal
Estudando Educação, que reúne pesquisas na área. O especialista em
sistemas de avaliação de ensino José Francisco Soares completa: "A
probabilidade de isso ter efeito positivo no desempenho dos alunos é tão
alta que a busca de uma maior integração escola-família deve ser parte
decisiva de qualquer projeto educacional".
No fundo, ainda que de modo intuitivo, as famílias também sabem o que já
é consenso entre os educadores. Em uma pesquisa da Fundação Victor
Civita (FVC) com o Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, que
sondou 840 pais de alunos da rede pública da cidade de São Paulo, os
entrevistados consideraram a própria participação na vida escolar do
filho como o terceiro fator mais importante para o professor ensinar
melhor, atrás de uma boa formação universitária e um salário
satisfatório. Na contramão de todas essas constatações, porém, as
famílias são cada vez menos presentes. Em outro estudo da FVC, que
traçou o perfil dos coordenadores pedagógicos, 78% deles disseram que há
pais que se interessam e se envolvem, sim, mas uma parcela
significativa nem sequer dá as caras na escola. O mais alegado empecilho
é a falta de tempo, já que tanto pais quanto mães hoje cumprem jornadas
de trabalho extensas e exaustivas.
Até quem tenta manter um sistema tête-à-tête nem sempre acerta no tom.
"As famílias que conseguem acompanhar a vida escolar do filho de maneira
adequada, infelizmente, não são a maioria", estima a psicopedagoga
Nívea Fabrício, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia e
diretora do Colégio Graphein, em São Paulo. Na pesquisa da FVC com pais
paulistanos, o que foi aprendido em aula e a lição de casa só aparecem
em quarto e quinto lugares do ranking de assuntos abordados nos papos
com os filhos sobre a escola. Nas três primeiras posições, estão brigas,
drogas e colegas de classe.
Se as famílias falam menos do que o desejado sobre assuntos que
interessam diretamente à aprendizagem, imagine ter uma participação mais
ativa. Uma análise dos micro-dados recentes do Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Básica (Saeb), feita por Ernesto Faria a pedido de
CLAUDIA, mostrou que 94% dos docentes relacionam as dificuldades dos
seus alunos à falta de assistência e acompanhamento dos responsáveis nos
deveres de casa e nas pesquisas.
Segundo a coordenadora pedagógica do Colégio Equipe, em São Paulo,
Luciana Fevorin, é mais frequente que os pais de crianças na educação
infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental fiquem lado a lado
na hora da lição de casa do que os que têm filhos na segunda etapa do
fundamental e no ensino médio - estes procuram fazer uma observação
global do comportamento com os estudos. Sentar-se junto para assessorar
nas tarefas pode ser positivo desde que se respeitem certas regras.
Mas, mesmo quem não tem brechas na agenda para tanto pode contribuir com
a aprendizagem. "Existe uma ideia de que família presente é só aquela
que fica, diariamente, ao lado do filho para ajudar a fazer a lição,
informando, corrigindo, ensinando. Mas há outras formas efetivas de
participação", avisa a pedagoga Débora Vaz, diretora do Escola
Castanheiras, em Tamboré, na Grande São Paulo. "Até porque a
sistematização de conhecimentos é função da escola, não da família, que
deve apenas se preocupar em criar um ambiente rico e propício aos
estudos", afirma a socióloga Gisela Wajskop, diretora do Instituto
Singularidades, um dos mais bem avaliados cursos de formação de
professores.
Na prática, o papel da família inclui garantir um espaço adequado para a
realização das tarefas, dar acesso a fontes de pesquisa, fornecer os
materiais necessários, estabelecer com a criança ou o adolescente uma
rotina de estudos, cobrar pontualidade, concentração e capricho - até
solicitar que o trabalho seja refeito quando, visivelmente, foi
produzido só para se livrar da obrigação. Sua principal missão é
estimular o comprometimento e uma noção de responsabilidade. "Não se
trata de estar do lado no momento da lição para exigir a resposta
correta, mas de incentivar desde cedo atitudes coerentes em relação aos
estudos", ressalta Débora.
E isso não requer saber
os conteúdos ensinados em classe nem ter de reservar muito tempo. Um
telefonema durante o dia e uma checagem de cadernos ao chegar do
trabalho talvez sejam suficientes para quem quer começar a agir. Assim,
já será possível avaliar se seu filho tende a um perfil autônomo e
responsável ou se precisa de marcação cerrada - e, então, montar uma
estratégia personalizada.
Ainda que o trabalho não permita ir a todas as reuniões, a participação nas de pais e mestres é importante. São momentos de troca de informações e de travar acordos de expectativas e de procedimentos. "É necessário se informar sobre a realidade da escola e compartilhar com o filho os desafios dele. A criança precisa ver que os pais estão interessados em participar de sua vida", diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação.
Claro que a escola precisa fazer a parte dela, orientando os pais e evitando demandas impossíveis. Aliás, cabe às famílias vigiar isso - verificando, por exemplo, se as lições são protocolares, passadas mecanicamente e nem chegam a ser corrigidas. Recentemente, associações de pais dos Estados Unidos, da Espanha e da França manifestaram-se contra tarefas exaustivas, que, em vez de servir como instrumento para o desenvolvimento das crianças, funcionam como uma punição. Foi até lançado pelos americanos o movimento Healthy Homework Guidelines, em prol de deveres de casa estimulantes e não redundantes com o que já foi feito em sala de aula.
Na Prima Escola, em São Paulo, os deveres de casa tradicionais vira e mexe são substituídos por atividades culturais, como assistir a um documentário ou fazer palavras cruzadas. "Programar uma ida ao Museu da Língua Portuguesa é mais importante do que passar três páginas de exercícios para resolver em casa", defende a diretora, Edimara Lima. A especialista lamenta que as crianças e os jovens de hoje conheçam a Disney, mas, muitas vezes, nunca tenham ido a um teatro. "Por isso, a escola deve procurar ampliar a visão de mundo de seus alunos e incentivá-los a fazer conexões entre as diferentes áreas de conhecimento."
Os pais, por sua vez, também podem - e devem - colaborar para aumentar a bagagem cultural do filho. E isso produz um impacto altamente positivo. Uma família que frequenta unida museus, cinemas, livrarias e teatros transmite a mensagem de que o conhecimento é um bem valioso, ajudando a construir bases sólidas para uma aprendizagem mais significativa. Do mesmo modo, é essencial participar dos eventos artísticos e esportivos organizados pela escola. Até porque é uma maneira de os pais criarem uma proximidade maior com o ambiente escolar do filho, o que os torna ainda mais aptos para conversar sobre todas as questões que ocorrem ali.
A educadora Luciana Fevorin enfatiza que, nas chances de falar sobre a escola ou de estar nela, a família deve observar o tipo de vínculo estabelecido pela criança ou pelo adolescente com o ato de aprender. "Os pais precisam ver se o filho aceita desafios ou se intimida diante deles, se lida bem com correções, se é muito exigente consigo mesmo ou, pelo contrário, faz qualquer coisa para se livrar das tarefas e o que diz sobre professores e amigos", explica. Nem é tanto assim, até para a mãe que tem carreira e é muito ocupada.
1. Não caia na tentação de resolver todas as dúvidas que a criança encontrar sem nem deixá-la pensar e praticamente fazendo a tarefa em seu lugar. A lição de casa é um momento para ela exercer a autonomia.
2. Cuidado com o perfeccionismo: não queira corrigir tudo. Arrumar erros de grafia de palavras, por exemplo, pode atropelar as etapas de alfabetização. Em qualquer série, isso impedirá que o professor note as dificuldades de seu filho e intervenha de forma adequada.
3. Estimule o raciocínio. Ou seja, em vez de dar respostas prontas para as perguntas que surgirem, exponha exemplos que façam a criança pensar e tirar as próprias conclusões.
4. Evite críticas, porque interferem na autoestima e criam inseguranças.
Ainda que o trabalho não permita ir a todas as reuniões, a participação nas de pais e mestres é importante. São momentos de troca de informações e de travar acordos de expectativas e de procedimentos. "É necessário se informar sobre a realidade da escola e compartilhar com o filho os desafios dele. A criança precisa ver que os pais estão interessados em participar de sua vida", diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação.
Claro que a escola precisa fazer a parte dela, orientando os pais e evitando demandas impossíveis. Aliás, cabe às famílias vigiar isso - verificando, por exemplo, se as lições são protocolares, passadas mecanicamente e nem chegam a ser corrigidas. Recentemente, associações de pais dos Estados Unidos, da Espanha e da França manifestaram-se contra tarefas exaustivas, que, em vez de servir como instrumento para o desenvolvimento das crianças, funcionam como uma punição. Foi até lançado pelos americanos o movimento Healthy Homework Guidelines, em prol de deveres de casa estimulantes e não redundantes com o que já foi feito em sala de aula.
Na Prima Escola, em São Paulo, os deveres de casa tradicionais vira e mexe são substituídos por atividades culturais, como assistir a um documentário ou fazer palavras cruzadas. "Programar uma ida ao Museu da Língua Portuguesa é mais importante do que passar três páginas de exercícios para resolver em casa", defende a diretora, Edimara Lima. A especialista lamenta que as crianças e os jovens de hoje conheçam a Disney, mas, muitas vezes, nunca tenham ido a um teatro. "Por isso, a escola deve procurar ampliar a visão de mundo de seus alunos e incentivá-los a fazer conexões entre as diferentes áreas de conhecimento."
Os pais, por sua vez, também podem - e devem - colaborar para aumentar a bagagem cultural do filho. E isso produz um impacto altamente positivo. Uma família que frequenta unida museus, cinemas, livrarias e teatros transmite a mensagem de que o conhecimento é um bem valioso, ajudando a construir bases sólidas para uma aprendizagem mais significativa. Do mesmo modo, é essencial participar dos eventos artísticos e esportivos organizados pela escola. Até porque é uma maneira de os pais criarem uma proximidade maior com o ambiente escolar do filho, o que os torna ainda mais aptos para conversar sobre todas as questões que ocorrem ali.
A educadora Luciana Fevorin enfatiza que, nas chances de falar sobre a escola ou de estar nela, a família deve observar o tipo de vínculo estabelecido pela criança ou pelo adolescente com o ato de aprender. "Os pais precisam ver se o filho aceita desafios ou se intimida diante deles, se lida bem com correções, se é muito exigente consigo mesmo ou, pelo contrário, faz qualquer coisa para se livrar das tarefas e o que diz sobre professores e amigos", explica. Nem é tanto assim, até para a mãe que tem carreira e é muito ocupada.
PARCERIA AFINADA
Se você é daquelas mães que preferem (e podem) se sentar do lado do filho na hora de realizar a tarefa do dia, atenção para estas quatro dicas que vão ajudá-la a não ultrapassar os limites1. Não caia na tentação de resolver todas as dúvidas que a criança encontrar sem nem deixá-la pensar e praticamente fazendo a tarefa em seu lugar. A lição de casa é um momento para ela exercer a autonomia.
2. Cuidado com o perfeccionismo: não queira corrigir tudo. Arrumar erros de grafia de palavras, por exemplo, pode atropelar as etapas de alfabetização. Em qualquer série, isso impedirá que o professor note as dificuldades de seu filho e intervenha de forma adequada.
3. Estimule o raciocínio. Ou seja, em vez de dar respostas prontas para as perguntas que surgirem, exponha exemplos que façam a criança pensar e tirar as próprias conclusões.
4. Evite críticas, porque interferem na autoestima e criam inseguranças.
A CONTRIBUIÇÃO DA MÚSICA PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL
A
música é um meio de expressão de ideias e sentimentos, mas também uma
forma de linguagem muito apreciada pelas pessoas. Desde muito cedo, a
música adquire grande importância na vida de uma criança. Você com
certeza deve lembrar de alguma música que tenha marcado sua infância e,
junto com essa lembrança, deve recordar as sensações que acompanharam
tal execução. Além de sensações, através da experiência musical são
desenvolvidas capacidades que serão importantes durante o crescimento
infantil.
Em
condições normais, os órgãos responsáveis pela audição começam a se
desenvolver no período de gestação e somente por volta dos onze anos de
idade é que o sistema funcional auditivo fica completamente maduro, por
isso a estimulação auditiva na infância tem papel fundamental. Sabe-se
que os bebês reagem a sons dentro do útero materno e que a música, desde
que apropriadamente escolhida, pode acalmar os recém-nascidos.
Vale
ressaltar a importância não apenas da música tocada através de um
aparelho, mas também o contato estabelecido entre a mãe e o bebê. Assim,
cantar, murmurar ou assobiar fornecem elementos sonoros e também
afetivos, através da intensidade do som, inflexão da voz, entonação,
contato de olho e contato corporal, que serão importantes para a
evolução do bebê no sentido auditivo, linguístico, emocional e
cognitivo.
Isso
ocorre também durante todo o desenvolvimento infantil, pois através da
música e de suas características peculiares, tais como ritmos variados e
estrutura de texto diferenciada, muitas vezes com utilização de rimas, a
criança vai desenvolvendo aspectos de sua percepção auditiva, que serão
importantes para a evolução geral de sua comunicação, favorecendo
também a sua integração social.
Quando
estão cantando, as crianças trabalham sua concentração, memorização,
consciência corporal e coordenação motora, principalmente porque,
juntamente com o cantar, ocorre com frequência o desejo ou a sugestão
para mexer o corpo acompanhando o ritmo e criando novas formas de dança e
expressão corporal.
Contudo,
não se deve esperar que apenas a escola estimule a criança. Deve-se, ao
contrário, oferecer a ela um leque variado de experiências musicais
para que perceba diferenças entre estilos, letras, velocidades e ritmos
(trabalhando assim a atenção e a discriminação auditiva) e permitir que
faça escolhas e sugira repetições, o que geralmente a criança pequena
faz com frequência, como forma de aprendizagem e recurso de memorização
(desta forma ela estará trabalhando a memória auditiva).
No
setor linguístico percebemos a possibilidade de estimular a criança a
ampliar seu vocabulário, uma vez que, através da música, ela se sente
motivada a descobrir o significado de novas palavras que depois
incorpora a seu repertório.
Todos
esses benefícios são estendidos não só à linguagem falada, mas também à
escrita, na medida em que boa percepção, bom vocabulário e conhecimento
de estruturas de texto são elementos importantes para ser bom leitor e
bom escritor.
E
então, você já está pensando em alguma música para cantar junto com seu
filho? O importante é respeitar interesses individuais e também
específicos de cada fase do desenvolvimento; assim, crianças pequenas
podem mostrar maior interesse por temas relacionados a super-heróis,
seres mágicos, animais, ou assuntos como amizade, medo etc.
Finalmente,
quero lembrar que ouvir música não deve ser uma atividade imposta e sim
realizada com prazer, pois somente assim os benefícios serão obtidos de
forma natural, como sempre deve ocorrer na relação entre pais e filhos.
Dica: CD´s infantis Palavra Cantada
O
selo Palavra Cantada traz a dupla musical formada pelos
instrumentistas, cantores, compositores e produtores Paulo Tatit e
Sandra Peres, especializados em música infantil. Quatro dos oito
trabalhos já lançados pela dupla, ganhou o prêmio Sharp de melhor álbum
infantil.
Discografia
- "Canções de Ninar" (1994) - que revolucionou o gênero com canções inéditas.
- "Canções de Brincar" (1996) - com composições da dupla em parceria com Arnaldo Antunes, Luiz Tatit e Edith Derdyk. Entre elas, os sucessos Sopa e Ora Bolas, ouvidas em pré-escolas de todo o país.
- "Cantigas de Roda" (1996) - deu uma roupagem atual às cantigas tradicionais da música brasileira.
- "Canções Curiosas" (1998) - um trabalho requintado de música, poesia e humor.
- Em 1999 foram produzidos dois álbuns de música com narração de histórias: "Mil Pássaros" em parceria com a escritora Ruth Rocha e "Noite Feliz", com histórias de Cândido de Alencar.
- (2001) CD-Livro - "Canções do Brasil - o Brasil cantado por suas crianças" - projeto que envolveu pesquisa e gravação de músicas infantis pelos 26 estados do país. Interpretadas por crianças locais, essas músicas ressaltaram as peculiaridades culturais de cada região.
- "Meu Neném" (2003) - álbum com composições próprias e do músico kalimbista Décio Gioielli, para crianças na faixa de 0 a 3 anos.
*Dra. Tânia Regina Bello
Psicopedagoga e Fonoaudióloga
AUTORIDADE, COMO SE FAZ RESPEITAR?
Que as crianças precisam de regras e limites, isso é bem claro. Mas o
que aflige muitos pais é saber como fazer para que seus filhos obedeçam a
essas orientações. Em resumo: como exercer a autoridade paterna e
materna e como conquistar o respeito dos filhos. Em primeiro lugar, é
preciso fazer uma distinção: ter autoridade é bem diferente de ser
autoritário. O pai ou a mãe autoritários são aqueles que só conseguem
que suas ordens sejam obedecidas por meio da repressão, das ameaças e
até pelo uso da violência física ou verbal. Quem age assim pode até
conseguir que o filho obedeça naquele momento uma ordem. Mas não estará
educando: nada garante que a criança entenda porque precisa seguir
aquela regra e continue obedecendo quando os pais não estiverem por
perto. Já os pais que têm autoridade são aqueles que estabelecem
combinados com os filhos e têm persistência para cobrar que eles sejam
cumpridos, estabelecendo e aplicando conseqüências quando a criança
quebra as regras. Veja as dicas dos especialistas para se fazer
respeitar:
1. É de pequenino que se torce o pepino: Regras, limites e
responsabilidades devem ser dados às crianças desde bem pequenas. “É
preciso começar na primeira infância. Quanto mais tarde os pais deixam
para começar a aplicar regras e dar limites, mais difícil é conseguir
que as crianças obedeçam”, diz Quezia Bombonatto, presidente da
Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Desde os dois ou três
anos as crianças já podem aprender tarefas como guardar seus próprios
brinquedos depois de usá-los.
2. Seja amigo, mas não deixe de ser pai ou mãe: Você pode e deve ser
amigo de seu filho, ouvir suas confidências, ser companheiro. Mas isso
não significa que deve abrir mão de sua autoridade com ele. “Ser
pai-amigo é diferente de ser apenas um amigo, alguém que está de igual
para igual com a criança, que é um de seus pares. Pai-amigo é aquele que
acolhe, mas que coloca limites também”, diz Quezia Bombonatto,
presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
3. Não seja autoritário, mas dê limites: “Educar é uma tarefa muito
difícil, mas é fácil criar alguém propenso a ser um delinquente: basta
ser muito autoritário ou não dar limite nenhum”, diz a psicóloga clínica
Rosana Augone, que há 27 anos presta serviços e dá palestras em
escolas. Ser autoritário é se fazer obedecer por meio de ameaças, gritos
ou violência. Isso não educa a criança. “Mas muitos pais, com medo de
serem autoritários, acabam fazendo exatamente o contrário: não colocam
quaisquer limites. E com isso, permitem que os filhos se tornem os
autoritários, os tiranos da história”, afirma Quezia Bombonatto,
presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
4. Não faça todas as vontades de seu filho: Se fazer respeitar também
significa mostrar para o filho que não são só as vontades dele que
contam. “Vemos pais que cedem a tudo que os filhos querem: se a família
decide sair para comer fora, a escolha do restaurante leva em conta só
os desejos das crianças. No carro, só se ouvem as músicas que as
crianças ou adolescentes desejam. Crianças criadas assim tendem a
crescer acreditando que só elas têm direitos e estão no comando”, afirma
Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de
Psicopedagogia (ABPp). Segundo ela, os pais devem compreender que dar
tudo que a criança deseja não os torna mais “legais” ou melhores pais.
5. Seja firme até na hora da alimentação: A cena é conhecida de muitas
mães: ela coloca o prato na mesa e o filho se recusa a comer, chorando,
esperneando ou até mostrando ânsia de vômito. A mãe, com receio que o
filho fique sem se alimentar, cede à pressão da criança e deixa que ele
coma apenas o que deseja. “Também nessas horas os pais devem fazer valer
sua autoridade. São os pais que sabem o que é melhor para alimentação
da criança e não a criança que deve decidir o que comer. Não quis comer o
almoço? Guarde o prato e diga que ela não comerá outra coisa até o
jantar. A criança vai ficar com fome? Vai. E da próxima vez não se
recusará a comer”, diz a psicóloga clínica Rosana Augone.
6. Não ceda ao choro, birras e manhas: No Shopping Center, a criança
pede um brinquedo novo. Os pais dizem que “não”. A criança chora, se
joga no chão, faz escândalo. “Está bem, pare com isso, vamos comprar”,
dizem os pais, envergonhados do escândalo público. “Pior que dizer “não”
é voltar atrás e dizer “sim” para fazer com que o filho pare de chorar
ou de fazer escândalo. Quem faz isso está ensinando que vale a pena
fazer birra, chorar e gritar”, diz a psicóloga clínica Rosana Augone. No
processo educativo os pais vão se deparar com freqüência com choro,
birras, manhas e escândalos das mais variadas naturezas. Nessas horas é
preciso manter a firmeza: “Alguns pais se sentem mal por dizer não à
criança quando ela quer alguma coisa. Mas saber dizer “não” é
necessário. E mais necessário ainda é manter-se firme em sua decisão”,
afirma ela.
7. Seja persistente: Para conquistar o respeito de seu filho, é preciso
ser persistente na tarefa de educar. “O que não pode é um dia, em que se
está disposto, cobrar que o filho faça o que lhe é mandado e no outro,
porque o pai está cansado ou não tem tempo, deixar para lá as
desobediências ou quebras de regras”, diz Quezia Bombonatto, presidente
da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). “Você já falou mil
vezes e, ainda assim, todos os dias tem que mandar escovar os dentes?
Sim, é seu papel repetir até a criança aprender e incorporar essa tarefa
em sua rotina”.
8. Saiba como estabelecer punições: Seu filho não arrumou o quarto como
você pediu ou deixou de fazer o dever de casa? Estabeleça uma
conseqüência, de acordo com a idade da criança. Para os pequenos, não
adianta ameaçar dizendo que vai deixar um mês sem televisão se ele não
arrumar a cama. “Para as crianças menores, os castigos e punições têm
que ser curtos e aplicados na hora. No dia seguinte, ela já esqueceu o
que se passou. E é preciso estabelecer punições que possam ser
cumpridas. Não ameace aquilo que você não pode ou não vai fazer”,
orienta Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de
Psicopedagogia (ABPp).
9. Resolva conflitos longe da criança: O pai diz que “sim”, mas a mãe
acha que “não”. Se o casal discorda sobre o que fazer diante de um
pedido do filho ou de uma regra da casa, conversem reservadamente e
longe da criança até chegar em um acordo. “O que não pode acontecer é
brigar na frente da criança e um desautorizar o outro”, afirma Quezia
Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia
(ABPp). Se o filho pede algo e um dos pais não está presente, diga à
criança para esperar que os dois conversem e mais tarde dê a resposta à
criança.
10. Dê o exemplo: Na sua casa criança não pode falar palavrão? Tem que
comer salada? Tem que ajudar nas tarefas do lar? Então você precisa dar o
exemplo, para mostrar a coerência entre o que você diz e o que você
faz. “Autoridade é ensinar o filho a fazer não só o que você diz, mas o
que você faz. Os pais são os modelos das crianças”, diz a psicóloga
clínica Rosana Augone.
Fonte: Educar para Crescer
CAIXA DO ENCAIXE
Sugestão para pais, babás e professoras de Educação Infantil, a fim de trabalhar cores, formas, tamanho e raciocínio lógico.
PAIS SUPERPROTETORES
Eles insistem em criar os filhos sem limites ou frustrações, tudo
permeado pelo prazer absoluto. O problema é que a vida não é assim...
por Leonardo Posternak
João, de 6 anos, está caminhando de mãos dadas com seu pai. Acabou de
ter uma violenta briga com seu amigo do coração, por motivos banais de
desentendimentos em uma brincadeira. Pai e filho vão calados,
resmungando. De pronto o menino pergunta ao pai: ‘O que é a liberdade?’
Ele queria compreender o que tinha acontecido. O pai, preocupado e
distraído, contesta rápido e impensadamente: ‘É fazer o que a gente
quer’. João escuta pensativo e olhando nos olhos do pai interpela: ‘Ah!
Mas não com os outros, né?’”
Pequena e profunda, essa história levanta várias articulações: entre o
sujeito e o outro, entre a pulsão e a ética, entre o desejo e o limite,
entre a liberdade e o direito. Nos faz pensar que tão importante quanto
educar é não deseducar. O exemplo é o âmago do texto que segue a
continuação.
É lícito que cada família eduque seus filhos embasada em sua história,
seus modelos, sua cultura, sua experiência e suas possibilidades. Talvez
seja por isso que a educação das crianças se torne um fator instigante
para a reflexão interdisciplinar e demande uma relação estreita entre a
família, a escola e a pediatria. Mas existe um aspecto universal da
educação que podemos sintetizá-lo em duas perguntas: o que esperar da
educação que damos aos nossos filhos? E o que podemos lhes transmitir?
A resposta teórica deve ser quase unânime: basicamente, devemos lhe
oferecer ferramentas para sua socialização. Transmitir-lhes uma
cidadania possível. A resposta, na prática cotidiana, perde a
unanimidade, e as certezas viram dúvidas ou impasses. Justamente por não
ser o resultado mágico de um ritual – na nossa cultura não existe um
ato simbólico que introduza a criança no estatuto do adulto. Ou o
aprendizado através de um manual. Do tipo: “Como educar seu filho em dez
capítulos”. A educação para cidadania se dá por caminhos longos,
incertos dentro de um equilíbrio instável entre a esperança (promessas) e
frustrações (deveres).
Quando se trata de educar, de maneira imediata e estereotipada, se faz
presente uma contradição entre o excesso e a falta de algo que não
sabemos bem o que é. E assim coloca os pais e educadores em dúvida em
respeito à medida “desse algo” desconhecido. Podemos exemplificar esse
conceito: crianças bem educadas/crianças mal-educadas, crianças
abandonadas/superprotegidas, repressão demais/ repressão de menos,
crianças que têm tudo/crianças que não têm nada. Bater, acariciar,
castigar, prometer. Prevalecer sem humilhar, manter a autoridade sem
autoritarismo. Permitir o prazer sem perder a disciplina, manter a
disciplina sem perder prazer. O que fica de tudo: lógica demais,
informação de menos ou demasiada informação sem lógica.
O ponto de partida dessa contradição é o fato de os pais terem que
transmitir a demanda social, além de seu desejo. Ao mesmo tempo, a
sociedade e a cultura exigem que os pais encaminhem seus filhos pelos
caminhos limitados, pelas normas, convenções sociais e leis de sua
conveniência. A isso se chama educar. Sigmund Freud há mais ou menos cem
anos escreveu sobre o assunto ao falar do narcisismo em um trabalho
intitulado Sua Majestade, o Bebê. Nela, Freud afirma que os pais almejam
para seus filhos o prazer, a realização e a felicidade que muitas vezes
eles mesmos não conseguiram para si próprios.
Os pais insistem em criar os filhos sem limites, sem frustrações, tudo
permeado permanentemente pelo prazer absoluto e com imensa proteção,
como se pudessem criar uma exceção para seu “reizinho”. O problema é que
ficam reféns da demanda social.
O paradoxo fica ainda mais terrível e perigoso se os pais não
conseguirem entender que os indivíduos e as famílias estão imersos em
comunidades. Não são ilhas isoladas e paradisíacas, com leis próprias.
Podemos reconhecer outro paradoxo antipedagógico nas famílias modernas:
sem questionamento, se apropriam dos princípios da revolução francesa
para seu funcionamento: “Igualdade, fraternidade e liberdade”.
O justo clamor popular, ante a um reinado autoritário e injusto, se
torna algo devastador ao se tratar da educação dos filhos. A família
deve ser hierárquica, não um sistema igualitário, e deve funcionar com a
necessária autoridade dos pais. A família não é composta só de irmãos:
os elementos são diferentes e os pais são guardiães das normas de
funcionamento. Por último, a liberdade não é libertinagem. Qual a medida
da liberdade? Deve-se permitir que a criança faça tudo o que quiser?
Não, jamais. Os pais têm de optar em ser adultos – alguém tem de fazer
isso. Para uma criança querer crescer, tem de existir o desejo, e o
desejo só surge quando existe uma falta. As crianças que conseguem tudo
não têm motivo para crescer porque não têm nada a desejar.
Nós, humanos, ao nascer estamos influenciados pelo princípio do prazer,
somos hedonistas. No começo da vida assim deve ser: receber cuidados,
comida, amor para poder ficar seguros no Éden. Logo a seguir, a educação
e o relacionamento com os adultos amados nos introduzem no princípio de
realidade e assim perdemos o paraíso, porque alguém impõe limites,
provoca algum grau de frustração e corta os excessos. A educação se faz
apesar do desejo. Para a mãe, o desejo é de ser tudo para o filho e que o
filho seja tudo para ela. Nessa hora, deve aparecer a função paterna,
que é de corte entre a mãe e o filho. Na nossa cultura, para as
crianças, a bandeira da autoridade está na mão do pai. Se ele consegue
que a mãe não seja tudo para o filho e que ele não seja tudo para ela,
os dois vão precisar de outra coisa. Ou seja: a ação do pai os leva a
desejar. A educação então se faz não através do desejo, mas apesar dele.
Dá para imaginar os problemas que surgem quando o pai não tem condições
de assumir sua função e simplesmente se demite ou fica eclipsado. A
tarefa educativa não aceita a renúncia: sem o exercício de um dever, não
existe a promessa do gozo. O desejo humano só existe na medida em que
os limites impostos nos constituem em sujeitos culturais. Não sendo
assim, teríamos uma vida intuitiva movida pelos impulsos.
Como regra geral, os pais devem ter cuidado para não usar uma dupla
mensagem: não estimular a difundida lei macunaímica de ser espertos e
levar vantagem em tudo. Devem também falar sempre a verdade – é um
direito dos filhos –, ensinar a respeitar as diferenças etc. Este tema é
uma das últimas utopias que, pela sua nobreza, vale a pena lutar. Mudar
a criança na família, mudar a família na sociedade, é permitir então
que essas crianças mudem o mundo.
COMO INCENTIVAR A LEITURA NA INFÂNCIA
Na fase quando podemos investir e introduzir hábitos positivos é na
infância, arrumar os brinquedos depois de usa-los, deixar as tarefinhas
em dia, e muito importante, o hábito de ler. Sabemos que a tecnologia
trouxe muitas facilidades, inclusive no meio das letras e outras na área
do entretenimento. Porém, o tradicional livro não sai de moda.
As crianças têm desde cedo a chance de provar todas as parafernálias
eletrônicas e os pais até admiram a desenvoltura e rapidez que eles, os
pequenos, aprendem, até mais rápido do que os adultos, nada de mal
nisso. Mas é bom tentar mante-los ligados ao universo da literatura,
porque é através dela que conseguimos desenvolver o senso crítico,
melhorar o conhecimento pessoal e do mundo, e de quebra, melhorar a
escrita e a competência linguística.
As primeiras leituras são sempre ligadas a hora de lazer, ou descanso,
hora de dormir, historinhas de contos de fada, personagens mágicas e que
despertam na criança o interesse pelo universo fantasioso da
literatura. Isso significará momento de espontaneidade em família. Junto
com esse exercício tente explorar a imaginação infantil após a leitura
de um livro didático e peça para a criança fazer desenhos de acordo com o
que ela entendeu da historinha ou fazer a sua própria versão.
Uma maneira de incentivar é, de acordo com a idade, visitar livrarias e
bibliotecas e faze-los escolher o que mais chama a atenção. Talvez não
seja o livro que você esperasse seu filho optar, mas isso faz com que a
criança se sinta importante na escolha.
Por que não montar uma mini biblioteca no quarto e organizar o cantinho
da leitura? São atitudes simples mas que na maioria dos casos no futuro
revertem em bons resultados. Além de que, são os grandes escritores que
traçam o perfil das gerações em suas obras e guardam informação através
de suas linhas que são pontos importantes para conhecer o próprio país e
sua história. Profissionais de pedagogia revelam o quanto é relevante esse investimento em casa, porque agrega valor às atividades na escola.
É vantajoso também procurar temas do dia a dia e incluir como opções de
leitura, como a saúde da criança. Se você se preocupa em pagar um plano de saúde
para ela, invista também em bons hábitos que funcionam como prevenção
de doenças, como higiene bucal, alimentação e hábitos esportivos. Há
livros escritos exatamente para despertar essas ações nas crianças
através de personagens engraçados e lúdicos.
Como você incentiva seu filha(a) a ler?
TÉCNICA PARA AUXILIAR O BEBÊ A SENTAR: ALMOFADA
Que tal confeccionar essa almofada-calça?

Veja abaixo como é simples!
Do que você irá precisar:
Como fazer:
Prenda pelo menos um atrativo em cada perna e TOME MUITO CUIDADO para
fixar tudo muito bem para não correr o risco de acontecer algum
acidente, com o bebê arrancando e engolindo os atrativos (ou só fixe
coisas grandinhas, que ele não possa engolir).

Como usar:
Almofada sendo usada como suporte na frente.
Depois de pronta a almofada-calça, sente o bebê de costas para o cós da calça, olhando para os joelhos dela. Sempre sente-o no chão e com um edredon ou tapetinho fofinho embaixo, para evitar acidentes. A parte do quadril da calça irá sustentar as costinhas do bebê e as pernas os seus bracinhos e laterais do corpo.
Outra opção é sentar o bebê com um encosto qualquer (e seguro) nas costas e colocar a calça na frente dele, com o rosto dele visualizando o quadril da calça e os joelhos para trás do seu corpinho. No meio entre o bebê e a calça coloque brinquedos, para ele se divertir. Se ele tombar para frente, será protegido pela calça.

Veja abaixo como é simples!
Do que você irá precisar:
- Uma calça jeans ou de sarja velha, de preferência masculina, que tem as pernas mais largas (tem que ser de um tecido bem firme, como jeans ou sarja)
- Flocos de espuma ou fibra acrílica para fazer o enchimento (se você usar fibra acrílica irá precisar de 4 a 5m de fibra, caso essa fibra tenha 1,40m de largura)
- Linha grossa e agulha para costurar.
- Fitas, botões, elástico e brinquedinhos para fixar nas pernas da calça e atraírem o bebê.
Como fazer:
Costure primeiro o cós da calça. Pode ser à mão mesmo. Em seguida, encha
a calça com flocos de espuma ou fibra acrílica, de forma que ela fique
bem firme (pode apertar bem o enchimento e colocar bastante).
Preencha até mais ou menos a altura do joelho. Amarre nesse ponto com
uma fita e corte o que sobrou da calça (parte da perna sem enchimento).
Assim que você produziu a base, fixe na perna da calça fitas, botões e
brinquedinhos que atraiam o bebê. Legal é fixar essas coisas com um
elástico firme, porque o bebê provavelmente irá pegá-las e querer levar à
boca. Cuide para não fixar os “chamarizes” muito para trás (perto da
prte de cima da coxa), se não o bebê tentará pegá-los e cairá para trás.
Uma altura legal para começar a prender é do meio da coxa para frente.

Como usar:
Almofada sendo usada como suporte na frente.
Depois de pronta a almofada-calça, sente o bebê de costas para o cós da calça, olhando para os joelhos dela. Sempre sente-o no chão e com um edredon ou tapetinho fofinho embaixo, para evitar acidentes. A parte do quadril da calça irá sustentar as costinhas do bebê e as pernas os seus bracinhos e laterais do corpo.
Outra opção é sentar o bebê com um encosto qualquer (e seguro) nas costas e colocar a calça na frente dele, com o rosto dele visualizando o quadril da calça e os joelhos para trás do seu corpinho. No meio entre o bebê e a calça coloque brinquedos, para ele se divertir. Se ele tombar para frente, será protegido pela calça.
Fonte: Blog Macetes de Mãe
COMO LIDAR COM A RECUSA ALIMENTAR DO FILHO
A hora de comer nem sempre significa momentos agradáveis. Às vezes pode
resultar em situações de estresse quando a criança recusa comer o que os
pais oferecem. Saber agir nestas ocasiões é um ponto chave para não
piorar a relação da criança com o alimento.
A nutrição é um fator de grande importância para o desenvolvimento dos
filhos, quanto à saúde e também quanto ao comportamento à mesa.
O primeiro passo é saber se a criança gosta do alimento, às vezes no
primeiro momento aquele prato rejeitado por ela pode ser gostoso se
apresentado de outra forma ou feito de maneira diferente.
Nutricionistas revelam que forçar não é a melhor ação nessas ocasiões.
Pelo contrário, além de provocar uma atmosfera negativa, ocasiona o medo
e o nervosismo na criança.
Queremos que a criança coma ingredientes saudáveis e vez por outra
tentamos compensar, prometendo um doce ou um chocolate caso a criança
aceite comer uma verdura, por exemplo. Apesar de funcionar em
determinadas situações é uma ação que deve ser evitada. O melhor é se
não quer comer a sopa, então a opção será a fruta, se não quer a fruta
vai esperar até a próxima refeição.
Entre 3 e 5 anos, as crianças são mais propensas a ter medo do novo e de
experimentar novos sabores. Por isso é importante o entendimento dos
pais em saber diferenciar birra e momentos que funcionam como desafios
para a criança. A paciência é o que vai fazer a diferença. Lembre-se que
todos nós já recusamos algum alimento e, posteriormente, ele passou a
fazer parte do nosso cardápio.
Um detalhe é saber que a quantidade que a criança pode ingerir é bem
menor do que a do adulto, então a satisfação na hora de se alimentar
será com pequenas porções e isso será suficiente. Não tente grandes
quantidades, respeite sempre a idade da criança. Há artigos sobre saúde que ajudam a esclarecer dúvidas, tome nota de algumas dicas para ter uma vida mais saudável e praticá-las com os filhos.
Sempre que for possível faça da atmosfera das refeições momentos
agradáveis, comer em família é uma ótima oportunidade para ser
vivenciada juntos. Nos fins de semana quando há mais tempo livre faça
receitinhas e peça a ajuda da criança, tente explicar a importância da
alimentação saudável, mostre a variedade das cores das frutas e
verduras, a presentação da comida é algo muito notado pela curiosidade
inerente à infância.
Se você tiver dúvidas sobre a alimentação, procure um pediatra ou indicação de um bom profissional de nutrição, use seu plano
para consultas sempre que se sentir insegura quanto à maneira de agir e
caso a criança tenha um nível de rejeição muito grande na hora de se
alimentar. A má alimentação ou a ausência de certas vitaminas e
nutrientes provocam doenças e em alguns casos reduz a produtividade na
escola e no aprendizado.
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