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domingo, 21 de outubro de 2018
A CONTRIBUIÇÃO DA MÚSICA PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL
A
música é um meio de expressão de ideias e sentimentos, mas também uma
forma de linguagem muito apreciada pelas pessoas. Desde muito cedo, a
música adquire grande importância na vida de uma criança. Você com
certeza deve lembrar de alguma música que tenha marcado sua infância e,
junto com essa lembrança, deve recordar as sensações que acompanharam
tal execução. Além de sensações, através da experiência musical são
desenvolvidas capacidades que serão importantes durante o crescimento
infantil.
Em
condições normais, os órgãos responsáveis pela audição começam a se
desenvolver no período de gestação e somente por volta dos onze anos de
idade é que o sistema funcional auditivo fica completamente maduro, por
isso a estimulação auditiva na infância tem papel fundamental. Sabe-se
que os bebês reagem a sons dentro do útero materno e que a música, desde
que apropriadamente escolhida, pode acalmar os recém-nascidos.
Vale
ressaltar a importância não apenas da música tocada através de um
aparelho, mas também o contato estabelecido entre a mãe e o bebê. Assim,
cantar, murmurar ou assobiar fornecem elementos sonoros e também
afetivos, através da intensidade do som, inflexão da voz, entonação,
contato de olho e contato corporal, que serão importantes para a
evolução do bebê no sentido auditivo, linguístico, emocional e
cognitivo.
Isso
ocorre também durante todo o desenvolvimento infantil, pois através da
música e de suas características peculiares, tais como ritmos variados e
estrutura de texto diferenciada, muitas vezes com utilização de rimas, a
criança vai desenvolvendo aspectos de sua percepção auditiva, que serão
importantes para a evolução geral de sua comunicação, favorecendo
também a sua integração social.
Quando
estão cantando, as crianças trabalham sua concentração, memorização,
consciência corporal e coordenação motora, principalmente porque,
juntamente com o cantar, ocorre com frequência o desejo ou a sugestão
para mexer o corpo acompanhando o ritmo e criando novas formas de dança e
expressão corporal.
Contudo,
não se deve esperar que apenas a escola estimule a criança. Deve-se, ao
contrário, oferecer a ela um leque variado de experiências musicais
para que perceba diferenças entre estilos, letras, velocidades e ritmos
(trabalhando assim a atenção e a discriminação auditiva) e permitir que
faça escolhas e sugira repetições, o que geralmente a criança pequena
faz com frequência, como forma de aprendizagem e recurso de memorização
(desta forma ela estará trabalhando a memória auditiva).
No
setor linguístico percebemos a possibilidade de estimular a criança a
ampliar seu vocabulário, uma vez que, através da música, ela se sente
motivada a descobrir o significado de novas palavras que depois
incorpora a seu repertório.
Todos
esses benefícios são estendidos não só à linguagem falada, mas também à
escrita, na medida em que boa percepção, bom vocabulário e conhecimento
de estruturas de texto são elementos importantes para ser bom leitor e
bom escritor.
E
então, você já está pensando em alguma música para cantar junto com seu
filho? O importante é respeitar interesses individuais e também
específicos de cada fase do desenvolvimento; assim, crianças pequenas
podem mostrar maior interesse por temas relacionados a super-heróis,
seres mágicos, animais, ou assuntos como amizade, medo etc.
Finalmente,
quero lembrar que ouvir música não deve ser uma atividade imposta e sim
realizada com prazer, pois somente assim os benefícios serão obtidos de
forma natural, como sempre deve ocorrer na relação entre pais e filhos.
Dica: CD´s infantis Palavra Cantada
O
selo Palavra Cantada traz a dupla musical formada pelos
instrumentistas, cantores, compositores e produtores Paulo Tatit e
Sandra Peres, especializados em música infantil. Quatro dos oito
trabalhos já lançados pela dupla, ganhou o prêmio Sharp de melhor álbum
infantil.
Discografia
- "Canções de Ninar" (1994) - que revolucionou o gênero com canções inéditas.
- "Canções de Brincar" (1996) - com composições da dupla em parceria com Arnaldo Antunes, Luiz Tatit e Edith Derdyk. Entre elas, os sucessos Sopa e Ora Bolas, ouvidas em pré-escolas de todo o país.
- "Cantigas de Roda" (1996) - deu uma roupagem atual às cantigas tradicionais da música brasileira.
- "Canções Curiosas" (1998) - um trabalho requintado de música, poesia e humor.
- Em 1999 foram produzidos dois álbuns de música com narração de histórias: "Mil Pássaros" em parceria com a escritora Ruth Rocha e "Noite Feliz", com histórias de Cândido de Alencar.
- (2001) CD-Livro - "Canções do Brasil - o Brasil cantado por suas crianças" - projeto que envolveu pesquisa e gravação de músicas infantis pelos 26 estados do país. Interpretadas por crianças locais, essas músicas ressaltaram as peculiaridades culturais de cada região.
- "Meu Neném" (2003) - álbum com composições próprias e do músico kalimbista Décio Gioielli, para crianças na faixa de 0 a 3 anos.
*Dra. Tânia Regina Bello
Psicopedagoga e Fonoaudióloga
SÍNDROME DE ASPENGER
A Síndrome de Asperger é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD),
resultante de uma desordem genética, e que apresenta muitas semelhanças
com relação ao autismo.
Ao contrário do que ocorre no autismo, contudo, crianças com Asperger
não apresentam grandes atrasos no desenvolvimento da fala e nem sofrem
com comprometimento cognitivo grave. Esses alunos costumam escolher
temas de interesse, que podem ser únicos por longos períodos de tempo -
quando gostam do tema "dinossauros", por exemplo, falam repetidamente
nesse assunto. Habilidades incomuns, como memorização de sequências
matemáticas ou de mapas, são bastante presentes em pessoas com essa
síndrome.
Na infância, essas crianças apresentam déficits no desenvolvimento motor
e podem ter dificuldades para segurar o lápis para escrever. Estruturam
seu pensamento de forma bastante concreta e não conseguem interpretar
metáforas e ironias - o que interfere no processo de comunicação. Além
disso, não sabem como usar os movimentos corporais e os gestos na
comunicação não-verbal e se apegam a rituais, tendo dificuldades para
realizar atividades que fogem à rotina.
Como lidar com a Síndrome de Asperger na escola?
As recomendações são semelhantes às do autismo. Respeite o tempo de
aprendizagem do aluno e estimule a comunicação com os colegas. Converse
com ele de maneira clara e objetiva e apresente as atividades
visualmente, para evitar ruídos na compreensão do que deve ser feito.
Também é aconselhável explorar os temas de interesse do aluno para
abordar novos assuntos, ligados às expectativas de aprendizagem. Se ele
tem uma coleção de carrinhos, por exemplo, utilize-a para introduzir o
sistema de numeração. Ações que escapam à rotina devem ser comunicadas
antecipadamente.
OS FUNDAMENTOS DAS DEFICIÊNCIAS E SÍNDROMES
Conhecer o que afeta o seu aluno é o primeiro passo para criar estratégias que garantam a aprendizagem.
Você sabe o que é síndrome de Rett, síndrome de Williams ou surdo-cegueira?
Para receber os alunos com necessidades educacionais especiais pela
porta da frente, é preciso conhecer as características de cada síndrome
ou deficiência.
O primeiro passo é entender as diferenças entre os dois termos.
Deficiência é um desenvolvimento insuficiente, em termos globais ou
específicos, ou um déficit intelectual, físico, visual, auditivo ou
múltiplo (quando atinge duas ou mais dessas áreas). Síndrome é o nome
que se dá a uma série de sinais e sintomas que, juntos, evidenciam uma
condição particular. A síndrome de Down, por exemplo, engloba
deficiência intelectual, baixo tônus muscular (hipotonia) e dificuldades
na comunicação, além de outras características, que variam entre os
atingidos por ela.
Se você leciona para alguém com diagnóstico que se encaixa nesse quadro,
precisa saber que é possível ensiná-lo. "O professor deve se
comprometer e acompanhar seu desenvolvimento", afirma Mônica Leone
Garcia, assessora técnica da Secretaria Municipal de Educação de São
Paulo.
Conheça a seguir as definições e características das síndromes e deficiências mais frequentes na escola:
Deficiência física
- Definição: uma variedade de condições que afeta a mobilidade e a
coordenação motora geral de membros ou da fala. Pode ser causada por
lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, más-formações
congênitas ou por condições adquiridas. Exemplos: amiotrofia espinhal
(doença que causa fraqueza muscular), hidrocefalia (excesso do líquido
que serve de proteção ao sistema nervoso central) e paralisia cerebral
(desordem no sistema nervoso central), que exige dos professores
cuidados específicos em sala de aula (leia mais a seguir).
•- Características: são comuns as dificuldades no grafismo em
função do comprometimento motor. Às vezes, o aprendizado é mais lento,
mas, exceto nos casos de alteração na motricidade oral, a linguagem é
adquirida sem problemas. Muitos precisam de cadeira de rodas ou muletas
para se locomover. Outros apenas de apoios especiais e material escolar
adaptado, como apontadores, suportes para lápis etc.
•
- Recomendações: a escola precisa ter elevadores ou rampas. Fique
atento a cuidados do dia a dia, como a hora de ir ao banheiro. Nos
casos de hidrocefalia, é preciso observar sintomas como vômitos e dores
de cabeça, que podem indicar problemas com a válvula implantada na
cabeça.
Paralisia Cerebral
•- Definição: lesão no sistema nervoso central causada, na
maioria das vezes, por uma falta de oxigênio no cérebro do bebê durante a
gestação, ao nascer ou até dois anos após o parto. "Em 75% dos casos, a
paralisia vem acompanhada de um dano intelectual", acrescenta Alice
Rosa Ramos, superintendente técnica da Associação de Assistência à
Criança Deficiente (AACD), em São Paulo.
•- Características: a principal é a espasticidade, um
desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão. Inclui
dificuldades para caminhar, na coordenação motora, na força e no
equilíbrio. Pode afetar a fala.
•- Recomendações: para contornar as restrições de coordenação
motora, use canetas e lápis mais grossos - uma espuma em volta deles
presa com um elástico costuma resolver. Utilize folhas avulsas, mais
fáceis de manusear que os cadernos. Escreva com letras grandes e peça
que o aluno se sente na frente. É importante que a carteira seja
inclinada. Se ele não consegue falar e não utiliza uma prancha própria
de comunicação alternativa, providencie uma para ele com desenhos ou
fotos por meio dos quais se estabelece a comunicação. Ela pode ser feita
com papel cartão ou cartolina, em que são colados figuras pequenas, do
mesmo material, e fotos que representem pessoas e coisas significativas,
como os pais, os colegas da classe, o time de futebol, o abecedário e
palavras-chave, como "sim", "não", "fome", "sede", "entrar", "sair" etc.
Para informar o que quer ou sente, o aluno aponta para as figuras e se
comunica. Ele precisa de um cuidador para ir ao banheiro e, em alguns
casos, para tomar lanche.
Deficiência Visual
- Definição: condição apresentada por quem tem baixa visão (em
geral, entre 40 e 60%) ou cegueira (resíduo mínimo da visão ou perda
total), que leva à necessidade de usar o braile para ler e escrever.
• - Características: a perda visual é causada em geral por duas
doenças congênitas: glaucoma (pressão intraocular que causa lesões
irreversíveis no nervo ótico) e catarata (opacidade no cristalino). Em
alguns casos, as doenças são confundidas com uma ametropia (miopia,
hipermetropia ou astigmatismo), que pode ser corrigida pelo uso de
lentes, o que permite o retorno total da visão. A catarata também pode
ser corrigida, mas só com cirurgia. "O aluno que não enxerga o colega a 2
metros nas brincadeiras, principalmente em espaços abertos, pode ter 5
ou 6 graus de miopia e não necessariamente baixa visão ou cegueira",
explica o oftalmologista Frederico Lazar, de São Paulo.
- Recomendações: promover a realização de exames de acuidade
visual na escola para identificar possíveis doenças - reversíveis ou não
- ou ametropias. Se o estudante não percebe expressões faciais, lide
com ele de maneira perceptiva, alterando, por exemplo, o tom de voz. As
atenções devem ser redobradas quando o assunto é orientação e
mobilidade. É preciso identificar os degraus com contraste (faixa
amarela ou barbante), os obstáculos, como pisos com alturas diferentes,
e, principalmente, os vãos livres e desníveis. A sinalização de marcos
importantes, como tabuletas indicando cada sala e espaço, é feita também
em braile. Uma ideia é trabalhar maquetes da escola para que o espaço
seja facilmente identificado.
Na sala de aula, é aconselhável não colocar mochilas no chão ou no
corredor entre as carteiras. Use materiais maiores e reconhecíveis pelo
tato. Aproxime os que têm baixa visão do quadro-negro, já que alguns
conseguem enxergar quando sentados na primeira carteira. Outros precisam
de equipamentos especiais. Para os que não conseguem ler o que está
escrito no quadro, há algumas possibilidades. "Traga o material já
escrito de casa e entregue a eles ou peça que os colegas, em sistema de
revezamento, os auxiliem na tarefa", explica a psicóloga Cecília
Batista, do Departamento de Desenvolvimento Humano e Reabilitação da
Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp).
Deficiência Auditiva
•- Definição: condição causada por má-formação na orelha, no
conduto (cavidade que leva ao tímpano), nos ossos do ouvido ou ainda por
uma lesão neuro-sensorial no nervo auditivo ou na cóclea (porção do
ouvido responsável pelas terminações nervosas). Tem origem genética ou
pode ser provocada por doenças infecciosas, como a rubéola e a
meningite. Também pode ser temporária, causada por otite.
- Características: pode ser leve, moderada, severa ou profunda.
"Quanto mais aguda, mais difícil é o desenvolvimento da linguagem", diz a
fonoaudióloga Beatriz Mendes, docente da Pontifícia Universidade
Católica (PUC), em São Paulo, que atua na Divisão de Educação e
Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (Derdic). Um exame
fonoaudiológico é capaz de identificar o grau da lesão.
•- Recomendações: há duas formas de o aluno com deficiência
auditiva desenvolver a linguagem. Uma delas é usar um aparelho auditivo e
passar por acompanhamento terapêutico, familiar e escolar. "Pessoas
surdas conseguem falar", ressalta Beatriz Mendes.
Para isso, tem de passar por terapia, receber novos moldes e próteses e
ter o apoio da família e do professor", complementa Beatriz Novaes,
docente da PUC e coordenadora do Centro Audição na Criança da Derdic, da
mesma universidade paulistana. Outro meio é aprender a língua
brasileira de sinais (Libras). O estudante que tem perda auditiva também
demora mais para se alfabetizar. Pedir que se sente nas carteiras da
frente pode ajudá-lo a aprender melhor. "Fale perto e de frente para
ele", destaca Beatriz Mendes. Aposte também no uso de recursos visuais e
na diminuição de ruídos - e tente o apoio e a integração por meio de um
intérprete de Libras.
Deficiência múltipla
- Definição: ocorrência de duas ou mais deficiências: autismo e
síndrome de Down; uma intelectual com outra física; uma intelectual e
uma visual ou auditiva, por exemplo. "Não há estudos que indiquem qual
associação de deficiência é a mais comum", afirma Shirley Rodrigues
Maia, diretora de programas educacionais da Associação Educacional para
Múltipla Deficiência (Ahimsa). Uma das mais comuns nas salas de aula é a
surdo-cegueira.
SURDO-CEGUEIRA
•
- Definição: perdas auditivas e visuais simultâneas e em graus
variados. As causas são principalmente doenças infecciosas, como
rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus (doença da mesma família do
herpes). A diferença de um cego ou surdo para um surdo-cego é que este
não tem consciência da linguagem e, portanto, não aprende a se comunicar
de imediato.
•- Características: traz problemas de comunicação e mobilidade. O
surdo-cego pode apresentar dois comportamentos distintos: isola-se ou é
hiperativo.
•- Recomendações: o primeiro desafio é criar formas de
comunicação. Busque também integrar esse estudante aos demais e criar
rotinas previsíveis para que ele possa entender o que vai acontecer.
Ofereça objetos multissensoriais, que facilitam a comunicação.
Deficiência intelectual
•- Definição: funcionamento intelectual inferior à média (QI), que se
manifesta antes dos 18 anos. Está associada a limitações adaptativas em
pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no
lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade,
determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho). O diagnóstico do
que acarreta a deficiência intelectual é muito difícil, englobando
fatores genéticos e ambientais. Além disso, as causas são inúmeras e
complexas, envolvendo fatores pré, peri e pós-natais. Entre elas, a mais
comum na escola é a síndrome de Down.
SÍNDROME DE DOWN
•- Definição: alteração genética caracterizada pela presença de
um terceiro cromossomo de número 21. A causa da alteração ainda é
desconhecida, mas existe um fator de risco já identificado. "Ele aumenta
para mulheres que engravidam com mais de 35 anos", afirma Lília Maria
Moreira, professora de Genética da Universidade Federal da Bahia
(UFBA).
•- Características: além do déficit cognitivo, são sintomas as
dificuldades de comunicação e a hipotonia (redução do tônus muscular).
Quem tem a síndrome de Down também pode sofrer com problemas na coluna,
na tireoide, nos olhos e no aparelho digestivo, entre outros, e, muitas
vezes, nasce com anomalias cardíacas, solucionáveis com cirurgias.
•
- Recomendações: na sala de aula, repita as orientações para que o
estudante com síndrome de Down compreenda. "Ele demora um pouco mais
para entender", afirma Mônica Leone Garcia, da Secretaria Municipal de
Educação de São Paulo. O desempenho melhora quando as instruções são
visuais. Por isso, é importante reforçar comandos, solicitações e
tarefas com modelos que ele possa ver, de preferência com ilustrações
grandes e chamativas, com cores e símbolos fáceis de compreender. A
linguagem verbal, por sua vez, deve ser simples. Uma dificuldade de quem
tem a síndrome, em geral, é cumprir regras. "Muitas famílias não
repreendem o filho quando ele faz algo errado, como morder e pegar
objetos que não lhe pertencem", diz Mônica. Não faça isso. O ideal é
adotar o mesmo tratamento dispensado aos demais. "Eles têm de cumprir
regras e fazer o que os outros fazem. Se não conseguem ficar o tempo
todo em sala, estabeleça combinados, mas não seja permissivo." Tente
perceber as competências pedagógicas em cada momento e manter as
atividades no nível das capacidades da criança, com desafios gradativos.
Isso aumenta o sucesso na realização dos trabalhos. Planeje pausas
entre as atividades. O esforço para desenvolver atividades que envolvam
funções cognitivas é muito grande e, às vezes, o cansaço faz com que
pareçam missões impossíveis para ela. Valorize sempre o empenho e a
produção. Quando se sente isolada do grupo e com pouca importância no
trabalho e na rotina escolares, a criança adota atitudes reativas, como
desinteresse, descumprimento de regras e provocações.
TGD
•- Definição: os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são
distúrbios nas interações sociais recíprocas, com padrões de
comunicação estereotipados e repetitivos e estreitamento nos interesses e
nas atividades. Geralmente se manifestam nos primeiros cinco anos de
vida.
AUTISMO
•- Definição: transtorno com influência genética causado por
defeitos em partes do cérebro, como o corpo caloso (que faz a
comunicação entre os dois hemisférios), a amídala (que tem funções
ligadas ao comportamento social e emocional) e o cerebelo (parte mais
anterior dos hemisférios cerebrais, os lobos frontais).
•- Características: dificuldades de interação social, de
comportamento (movimentos estereotipados, como rodar uma caneta ou
enfileirar carrinhos) e de comunicação (atraso na fala). "Pelo menos 50%
dos autistas apresentam graus variáveis de deficiência intelectual",
afirma o neurologista José Salomão Schwartzman, docente da pós-graduação
em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana
Mackenzie, em São Paulo. Alguns, porém, têm habilidades especiais e se
tornam gênios da informática, por exemplo.
•- Recomendações: para minimizar a dificuldade de relacionamento,
crie situações que possibilitem a interação. Tenha paciência, pois a
agressividade pode se manifestar. Avise quando a rotina mudar, pois
alterações no dia a dia não são bem-vindas. Dê instruções claras e evite
enunciados longos.
SÍNDROME DE ASPERGER
- Definição: condição genética que tem muitas semelhanças com o autismo.
•- Características: focos restritos de interesse são comuns.
Quando gosta de Matemática, por exemplo, o aluno só fala disso. "Use o
assunto que o encanta para introduzir um novo", diz Salomão
Schwartzman.
•- Recomendações: as mesmas do autismo.
SÍNDROME DE WILLIAMS
•
- Definição: desordem no cromossomo 7.
•- Características: dificuldades motoras (demora para andar e
falta de habilidade para cortar papel e andar de bicicleta, entre
outros) e de orientação espacial. Quando desenha uma casa, por exemplo, a
criança costuma fazer partes dela separadas: a janela, a porta e o
telhado ficam um ao lado do outro. No entanto, há um interesse grande
por música e muita facilidade de comunicação. "As que apresentam essa
síndrome têm uma amabilidade desinteressada", diz Mônica Leone Garcia.
•- Recomendações: na sala de aula, desenvolva atividades com música para chamar a atenção delas.
SÍNDROME DE RETT
•- Definição: doença genética que, na maioria dos casos, atinge meninas.
•-Características: regressão no desenvolvimento (perda de
habilidades anteriormente adquiridas), movimentos estereotipados e perda
do uso das mãos, que surgem entre os 6 e os 18 meses. Há a interrupção
no contato social. A comunicação se faz pelo olhar.
•- Recomendações: "Crie estratégias para que esse aluno possa
aprender, tentando estabelecer sistemas de comunicação", diz Shirley
Rodrigues Maia, da Ahim-sa. Muitas vezes, crianças com essa síndrome
necessitam de equipamentos especiais para se comunicar melhor e
caminhar.
Fonte: Revista Nova Escola
AUTORIDADE, COMO SE FAZ RESPEITAR?
Que as crianças precisam de regras e limites, isso é bem claro. Mas o
que aflige muitos pais é saber como fazer para que seus filhos obedeçam a
essas orientações. Em resumo: como exercer a autoridade paterna e
materna e como conquistar o respeito dos filhos. Em primeiro lugar, é
preciso fazer uma distinção: ter autoridade é bem diferente de ser
autoritário. O pai ou a mãe autoritários são aqueles que só conseguem
que suas ordens sejam obedecidas por meio da repressão, das ameaças e
até pelo uso da violência física ou verbal. Quem age assim pode até
conseguir que o filho obedeça naquele momento uma ordem. Mas não estará
educando: nada garante que a criança entenda porque precisa seguir
aquela regra e continue obedecendo quando os pais não estiverem por
perto. Já os pais que têm autoridade são aqueles que estabelecem
combinados com os filhos e têm persistência para cobrar que eles sejam
cumpridos, estabelecendo e aplicando conseqüências quando a criança
quebra as regras. Veja as dicas dos especialistas para se fazer
respeitar:
1. É de pequenino que se torce o pepino: Regras, limites e
responsabilidades devem ser dados às crianças desde bem pequenas. “É
preciso começar na primeira infância. Quanto mais tarde os pais deixam
para começar a aplicar regras e dar limites, mais difícil é conseguir
que as crianças obedeçam”, diz Quezia Bombonatto, presidente da
Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Desde os dois ou três
anos as crianças já podem aprender tarefas como guardar seus próprios
brinquedos depois de usá-los.
2. Seja amigo, mas não deixe de ser pai ou mãe: Você pode e deve ser
amigo de seu filho, ouvir suas confidências, ser companheiro. Mas isso
não significa que deve abrir mão de sua autoridade com ele. “Ser
pai-amigo é diferente de ser apenas um amigo, alguém que está de igual
para igual com a criança, que é um de seus pares. Pai-amigo é aquele que
acolhe, mas que coloca limites também”, diz Quezia Bombonatto,
presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
3. Não seja autoritário, mas dê limites: “Educar é uma tarefa muito
difícil, mas é fácil criar alguém propenso a ser um delinquente: basta
ser muito autoritário ou não dar limite nenhum”, diz a psicóloga clínica
Rosana Augone, que há 27 anos presta serviços e dá palestras em
escolas. Ser autoritário é se fazer obedecer por meio de ameaças, gritos
ou violência. Isso não educa a criança. “Mas muitos pais, com medo de
serem autoritários, acabam fazendo exatamente o contrário: não colocam
quaisquer limites. E com isso, permitem que os filhos se tornem os
autoritários, os tiranos da história”, afirma Quezia Bombonatto,
presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
4. Não faça todas as vontades de seu filho: Se fazer respeitar também
significa mostrar para o filho que não são só as vontades dele que
contam. “Vemos pais que cedem a tudo que os filhos querem: se a família
decide sair para comer fora, a escolha do restaurante leva em conta só
os desejos das crianças. No carro, só se ouvem as músicas que as
crianças ou adolescentes desejam. Crianças criadas assim tendem a
crescer acreditando que só elas têm direitos e estão no comando”, afirma
Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de
Psicopedagogia (ABPp). Segundo ela, os pais devem compreender que dar
tudo que a criança deseja não os torna mais “legais” ou melhores pais.
5. Seja firme até na hora da alimentação: A cena é conhecida de muitas
mães: ela coloca o prato na mesa e o filho se recusa a comer, chorando,
esperneando ou até mostrando ânsia de vômito. A mãe, com receio que o
filho fique sem se alimentar, cede à pressão da criança e deixa que ele
coma apenas o que deseja. “Também nessas horas os pais devem fazer valer
sua autoridade. São os pais que sabem o que é melhor para alimentação
da criança e não a criança que deve decidir o que comer. Não quis comer o
almoço? Guarde o prato e diga que ela não comerá outra coisa até o
jantar. A criança vai ficar com fome? Vai. E da próxima vez não se
recusará a comer”, diz a psicóloga clínica Rosana Augone.
6. Não ceda ao choro, birras e manhas: No Shopping Center, a criança
pede um brinquedo novo. Os pais dizem que “não”. A criança chora, se
joga no chão, faz escândalo. “Está bem, pare com isso, vamos comprar”,
dizem os pais, envergonhados do escândalo público. “Pior que dizer “não”
é voltar atrás e dizer “sim” para fazer com que o filho pare de chorar
ou de fazer escândalo. Quem faz isso está ensinando que vale a pena
fazer birra, chorar e gritar”, diz a psicóloga clínica Rosana Augone. No
processo educativo os pais vão se deparar com freqüência com choro,
birras, manhas e escândalos das mais variadas naturezas. Nessas horas é
preciso manter a firmeza: “Alguns pais se sentem mal por dizer não à
criança quando ela quer alguma coisa. Mas saber dizer “não” é
necessário. E mais necessário ainda é manter-se firme em sua decisão”,
afirma ela.
7. Seja persistente: Para conquistar o respeito de seu filho, é preciso
ser persistente na tarefa de educar. “O que não pode é um dia, em que se
está disposto, cobrar que o filho faça o que lhe é mandado e no outro,
porque o pai está cansado ou não tem tempo, deixar para lá as
desobediências ou quebras de regras”, diz Quezia Bombonatto, presidente
da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). “Você já falou mil
vezes e, ainda assim, todos os dias tem que mandar escovar os dentes?
Sim, é seu papel repetir até a criança aprender e incorporar essa tarefa
em sua rotina”.
8. Saiba como estabelecer punições: Seu filho não arrumou o quarto como
você pediu ou deixou de fazer o dever de casa? Estabeleça uma
conseqüência, de acordo com a idade da criança. Para os pequenos, não
adianta ameaçar dizendo que vai deixar um mês sem televisão se ele não
arrumar a cama. “Para as crianças menores, os castigos e punições têm
que ser curtos e aplicados na hora. No dia seguinte, ela já esqueceu o
que se passou. E é preciso estabelecer punições que possam ser
cumpridas. Não ameace aquilo que você não pode ou não vai fazer”,
orienta Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de
Psicopedagogia (ABPp).
9. Resolva conflitos longe da criança: O pai diz que “sim”, mas a mãe
acha que “não”. Se o casal discorda sobre o que fazer diante de um
pedido do filho ou de uma regra da casa, conversem reservadamente e
longe da criança até chegar em um acordo. “O que não pode acontecer é
brigar na frente da criança e um desautorizar o outro”, afirma Quezia
Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia
(ABPp). Se o filho pede algo e um dos pais não está presente, diga à
criança para esperar que os dois conversem e mais tarde dê a resposta à
criança.
10. Dê o exemplo: Na sua casa criança não pode falar palavrão? Tem que
comer salada? Tem que ajudar nas tarefas do lar? Então você precisa dar o
exemplo, para mostrar a coerência entre o que você diz e o que você
faz. “Autoridade é ensinar o filho a fazer não só o que você diz, mas o
que você faz. Os pais são os modelos das crianças”, diz a psicóloga
clínica Rosana Augone.
Fonte: Educar para Crescer
CAIXA DO ENCAIXE
Sugestão para pais, babás e professoras de Educação Infantil, a fim de trabalhar cores, formas, tamanho e raciocínio lógico.
PAIS SUPERPROTETORES
Eles insistem em criar os filhos sem limites ou frustrações, tudo
permeado pelo prazer absoluto. O problema é que a vida não é assim...
por Leonardo Posternak
João, de 6 anos, está caminhando de mãos dadas com seu pai. Acabou de
ter uma violenta briga com seu amigo do coração, por motivos banais de
desentendimentos em uma brincadeira. Pai e filho vão calados,
resmungando. De pronto o menino pergunta ao pai: ‘O que é a liberdade?’
Ele queria compreender o que tinha acontecido. O pai, preocupado e
distraído, contesta rápido e impensadamente: ‘É fazer o que a gente
quer’. João escuta pensativo e olhando nos olhos do pai interpela: ‘Ah!
Mas não com os outros, né?’”
Pequena e profunda, essa história levanta várias articulações: entre o
sujeito e o outro, entre a pulsão e a ética, entre o desejo e o limite,
entre a liberdade e o direito. Nos faz pensar que tão importante quanto
educar é não deseducar. O exemplo é o âmago do texto que segue a
continuação.
É lícito que cada família eduque seus filhos embasada em sua história,
seus modelos, sua cultura, sua experiência e suas possibilidades. Talvez
seja por isso que a educação das crianças se torne um fator instigante
para a reflexão interdisciplinar e demande uma relação estreita entre a
família, a escola e a pediatria. Mas existe um aspecto universal da
educação que podemos sintetizá-lo em duas perguntas: o que esperar da
educação que damos aos nossos filhos? E o que podemos lhes transmitir?
A resposta teórica deve ser quase unânime: basicamente, devemos lhe
oferecer ferramentas para sua socialização. Transmitir-lhes uma
cidadania possível. A resposta, na prática cotidiana, perde a
unanimidade, e as certezas viram dúvidas ou impasses. Justamente por não
ser o resultado mágico de um ritual – na nossa cultura não existe um
ato simbólico que introduza a criança no estatuto do adulto. Ou o
aprendizado através de um manual. Do tipo: “Como educar seu filho em dez
capítulos”. A educação para cidadania se dá por caminhos longos,
incertos dentro de um equilíbrio instável entre a esperança (promessas) e
frustrações (deveres).
Quando se trata de educar, de maneira imediata e estereotipada, se faz
presente uma contradição entre o excesso e a falta de algo que não
sabemos bem o que é. E assim coloca os pais e educadores em dúvida em
respeito à medida “desse algo” desconhecido. Podemos exemplificar esse
conceito: crianças bem educadas/crianças mal-educadas, crianças
abandonadas/superprotegidas, repressão demais/ repressão de menos,
crianças que têm tudo/crianças que não têm nada. Bater, acariciar,
castigar, prometer. Prevalecer sem humilhar, manter a autoridade sem
autoritarismo. Permitir o prazer sem perder a disciplina, manter a
disciplina sem perder prazer. O que fica de tudo: lógica demais,
informação de menos ou demasiada informação sem lógica.
O ponto de partida dessa contradição é o fato de os pais terem que
transmitir a demanda social, além de seu desejo. Ao mesmo tempo, a
sociedade e a cultura exigem que os pais encaminhem seus filhos pelos
caminhos limitados, pelas normas, convenções sociais e leis de sua
conveniência. A isso se chama educar. Sigmund Freud há mais ou menos cem
anos escreveu sobre o assunto ao falar do narcisismo em um trabalho
intitulado Sua Majestade, o Bebê. Nela, Freud afirma que os pais almejam
para seus filhos o prazer, a realização e a felicidade que muitas vezes
eles mesmos não conseguiram para si próprios.
Os pais insistem em criar os filhos sem limites, sem frustrações, tudo
permeado permanentemente pelo prazer absoluto e com imensa proteção,
como se pudessem criar uma exceção para seu “reizinho”. O problema é que
ficam reféns da demanda social.
O paradoxo fica ainda mais terrível e perigoso se os pais não
conseguirem entender que os indivíduos e as famílias estão imersos em
comunidades. Não são ilhas isoladas e paradisíacas, com leis próprias.
Podemos reconhecer outro paradoxo antipedagógico nas famílias modernas:
sem questionamento, se apropriam dos princípios da revolução francesa
para seu funcionamento: “Igualdade, fraternidade e liberdade”.
O justo clamor popular, ante a um reinado autoritário e injusto, se
torna algo devastador ao se tratar da educação dos filhos. A família
deve ser hierárquica, não um sistema igualitário, e deve funcionar com a
necessária autoridade dos pais. A família não é composta só de irmãos:
os elementos são diferentes e os pais são guardiães das normas de
funcionamento. Por último, a liberdade não é libertinagem. Qual a medida
da liberdade? Deve-se permitir que a criança faça tudo o que quiser?
Não, jamais. Os pais têm de optar em ser adultos – alguém tem de fazer
isso. Para uma criança querer crescer, tem de existir o desejo, e o
desejo só surge quando existe uma falta. As crianças que conseguem tudo
não têm motivo para crescer porque não têm nada a desejar.
Nós, humanos, ao nascer estamos influenciados pelo princípio do prazer,
somos hedonistas. No começo da vida assim deve ser: receber cuidados,
comida, amor para poder ficar seguros no Éden. Logo a seguir, a educação
e o relacionamento com os adultos amados nos introduzem no princípio de
realidade e assim perdemos o paraíso, porque alguém impõe limites,
provoca algum grau de frustração e corta os excessos. A educação se faz
apesar do desejo. Para a mãe, o desejo é de ser tudo para o filho e que o
filho seja tudo para ela. Nessa hora, deve aparecer a função paterna,
que é de corte entre a mãe e o filho. Na nossa cultura, para as
crianças, a bandeira da autoridade está na mão do pai. Se ele consegue
que a mãe não seja tudo para o filho e que ele não seja tudo para ela,
os dois vão precisar de outra coisa. Ou seja: a ação do pai os leva a
desejar. A educação então se faz não através do desejo, mas apesar dele.
Dá para imaginar os problemas que surgem quando o pai não tem condições
de assumir sua função e simplesmente se demite ou fica eclipsado. A
tarefa educativa não aceita a renúncia: sem o exercício de um dever, não
existe a promessa do gozo. O desejo humano só existe na medida em que
os limites impostos nos constituem em sujeitos culturais. Não sendo
assim, teríamos uma vida intuitiva movida pelos impulsos.
Como regra geral, os pais devem ter cuidado para não usar uma dupla
mensagem: não estimular a difundida lei macunaímica de ser espertos e
levar vantagem em tudo. Devem também falar sempre a verdade – é um
direito dos filhos –, ensinar a respeitar as diferenças etc. Este tema é
uma das últimas utopias que, pela sua nobreza, vale a pena lutar. Mudar
a criança na família, mudar a família na sociedade, é permitir então
que essas crianças mudem o mundo.
TÉCNICA PARA AUXILIAR O BEBÊ A SENTAR: ALMOFADA
Que tal confeccionar essa almofada-calça?

Veja abaixo como é simples!
Do que você irá precisar:
Como fazer:
Prenda pelo menos um atrativo em cada perna e TOME MUITO CUIDADO para
fixar tudo muito bem para não correr o risco de acontecer algum
acidente, com o bebê arrancando e engolindo os atrativos (ou só fixe
coisas grandinhas, que ele não possa engolir).

Como usar:
Almofada sendo usada como suporte na frente.
Depois de pronta a almofada-calça, sente o bebê de costas para o cós da calça, olhando para os joelhos dela. Sempre sente-o no chão e com um edredon ou tapetinho fofinho embaixo, para evitar acidentes. A parte do quadril da calça irá sustentar as costinhas do bebê e as pernas os seus bracinhos e laterais do corpo.
Outra opção é sentar o bebê com um encosto qualquer (e seguro) nas costas e colocar a calça na frente dele, com o rosto dele visualizando o quadril da calça e os joelhos para trás do seu corpinho. No meio entre o bebê e a calça coloque brinquedos, para ele se divertir. Se ele tombar para frente, será protegido pela calça.

Veja abaixo como é simples!
Do que você irá precisar:
- Uma calça jeans ou de sarja velha, de preferência masculina, que tem as pernas mais largas (tem que ser de um tecido bem firme, como jeans ou sarja)
- Flocos de espuma ou fibra acrílica para fazer o enchimento (se você usar fibra acrílica irá precisar de 4 a 5m de fibra, caso essa fibra tenha 1,40m de largura)
- Linha grossa e agulha para costurar.
- Fitas, botões, elástico e brinquedinhos para fixar nas pernas da calça e atraírem o bebê.
Como fazer:
Costure primeiro o cós da calça. Pode ser à mão mesmo. Em seguida, encha
a calça com flocos de espuma ou fibra acrílica, de forma que ela fique
bem firme (pode apertar bem o enchimento e colocar bastante).
Preencha até mais ou menos a altura do joelho. Amarre nesse ponto com
uma fita e corte o que sobrou da calça (parte da perna sem enchimento).
Assim que você produziu a base, fixe na perna da calça fitas, botões e
brinquedinhos que atraiam o bebê. Legal é fixar essas coisas com um
elástico firme, porque o bebê provavelmente irá pegá-las e querer levar à
boca. Cuide para não fixar os “chamarizes” muito para trás (perto da
prte de cima da coxa), se não o bebê tentará pegá-los e cairá para trás.
Uma altura legal para começar a prender é do meio da coxa para frente.

Como usar:
Almofada sendo usada como suporte na frente.
Depois de pronta a almofada-calça, sente o bebê de costas para o cós da calça, olhando para os joelhos dela. Sempre sente-o no chão e com um edredon ou tapetinho fofinho embaixo, para evitar acidentes. A parte do quadril da calça irá sustentar as costinhas do bebê e as pernas os seus bracinhos e laterais do corpo.
Outra opção é sentar o bebê com um encosto qualquer (e seguro) nas costas e colocar a calça na frente dele, com o rosto dele visualizando o quadril da calça e os joelhos para trás do seu corpinho. No meio entre o bebê e a calça coloque brinquedos, para ele se divertir. Se ele tombar para frente, será protegido pela calça.
Fonte: Blog Macetes de Mãe
COMO LIDAR COM A RECUSA ALIMENTAR DO FILHO
A hora de comer nem sempre significa momentos agradáveis. Às vezes pode
resultar em situações de estresse quando a criança recusa comer o que os
pais oferecem. Saber agir nestas ocasiões é um ponto chave para não
piorar a relação da criança com o alimento.
A nutrição é um fator de grande importância para o desenvolvimento dos
filhos, quanto à saúde e também quanto ao comportamento à mesa.
O primeiro passo é saber se a criança gosta do alimento, às vezes no
primeiro momento aquele prato rejeitado por ela pode ser gostoso se
apresentado de outra forma ou feito de maneira diferente.
Nutricionistas revelam que forçar não é a melhor ação nessas ocasiões.
Pelo contrário, além de provocar uma atmosfera negativa, ocasiona o medo
e o nervosismo na criança.
Queremos que a criança coma ingredientes saudáveis e vez por outra
tentamos compensar, prometendo um doce ou um chocolate caso a criança
aceite comer uma verdura, por exemplo. Apesar de funcionar em
determinadas situações é uma ação que deve ser evitada. O melhor é se
não quer comer a sopa, então a opção será a fruta, se não quer a fruta
vai esperar até a próxima refeição.
Entre 3 e 5 anos, as crianças são mais propensas a ter medo do novo e de
experimentar novos sabores. Por isso é importante o entendimento dos
pais em saber diferenciar birra e momentos que funcionam como desafios
para a criança. A paciência é o que vai fazer a diferença. Lembre-se que
todos nós já recusamos algum alimento e, posteriormente, ele passou a
fazer parte do nosso cardápio.
Um detalhe é saber que a quantidade que a criança pode ingerir é bem
menor do que a do adulto, então a satisfação na hora de se alimentar
será com pequenas porções e isso será suficiente. Não tente grandes
quantidades, respeite sempre a idade da criança. Há artigos sobre saúde que ajudam a esclarecer dúvidas, tome nota de algumas dicas para ter uma vida mais saudável e praticá-las com os filhos.
Sempre que for possível faça da atmosfera das refeições momentos
agradáveis, comer em família é uma ótima oportunidade para ser
vivenciada juntos. Nos fins de semana quando há mais tempo livre faça
receitinhas e peça a ajuda da criança, tente explicar a importância da
alimentação saudável, mostre a variedade das cores das frutas e
verduras, a presentação da comida é algo muito notado pela curiosidade
inerente à infância.
Se você tiver dúvidas sobre a alimentação, procure um pediatra ou indicação de um bom profissional de nutrição, use seu plano
para consultas sempre que se sentir insegura quanto à maneira de agir e
caso a criança tenha um nível de rejeição muito grande na hora de se
alimentar. A má alimentação ou a ausência de certas vitaminas e
nutrientes provocam doenças e em alguns casos reduz a produtividade na
escola e no aprendizado.
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